Luciana Ourique/JC Imagem
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Mulher morre em base da Aeronáutica no Recife

Jovem teria sido baleada por amiga durante brincadeira; as duas e uma outra garota estavam com três soldados que acabaram presos

Monica Bernardes, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO

RECIFE

A Polícia Civil do Estado de Pernambuco instaurou um inquérito para investigar a morte de Monique Valéria de Miranda, de 20 anos, encontrada com um tiro na cabeça na madrugada de domingo dentro das instalações do Hotel de Trânsito, no parque de materiais da Aeronáutica em Ibura, na zona sul do Recife.

O Comando da Aeronáutica também abriu uma sindicância para apurar os fatos e determinou a prisão dos três soldados da corporação que estavam na companhia da vítima e de duas amigas.

De acordo com as informações do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Monique levou um tiro de pistola 9 milímetros no rosto e morreu antes de receber socorro.

No quarto onde o corpo foi encontrado havia vestígios de consumo de bebidas alcoólicas. As garotas, ainda segundo a polícia, teriam ido ao local a convite dos soldados, cujas identidades continuavam ontem sendo mantidas em sigilo.

As investigações preliminares apontam que a vítima teria sido atingida, durante uma brincadeira, pela amiga identificada como Monique Freitas da Silva. A outra mulher que estava no local era Mércia Cristina Vieira da Silva, de 21 anos.

O tenente-coronel do Parque de Material Aeronáutico do Recife, Antônio Silva Filho, informou que os militares foram presos em flagrante por abandono do posto de serviço. Além da morte, o inquérito vai investigar como as jovens tiveram acesso ao quartel.

A Polícia Federal realizou uma perícia técnica no local para averiguar as circunstâncias da ocorrência e os autos serão enviados à Justiça Militar para o prosseguimento do processo.

Telefonema. De acordo com parentes das garotas, elas haviam saído de casa para ir a uma festa em um clube. Antes de chegar ao local, a vítima teria recebido o telefonema de um dos soldados, convidando o grupo para ir até as instalações do Hotel de Trânsito. O local abriga militares que são transferidos para a região do Recife até que eles e suas famílias tenham endereço definitivo.

A comerciante Vilma Rejane de Miranda Costa, de 46 anos, mãe da vítima, culpa os soldados pela tragédia na instalação militar. "Eles estavam de serviço, armados, e chamaram as meninas para uma festa. Eles conheciam o local e estavam no comando da situação."

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