Tiago Queiroz/ AE
Tiago Queiroz/ AE

Mulher mais sexy do mundo abre a semana de moda

Rosie Huntington-Whiteley inspira modelos iniciantes; 'é preciso mais do que beleza para chegar lá', diz agente

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2012 | 03h02

Até os 16 anos, a britânica Rosie Huntington-Whiteley morava em uma cidade rural da Inglaterra, em Tavistock, quando foi descoberta por um agente de modelos. Ontem, nove anos depois, ela veio ao Brasil abrir a São Paulo Fashion Week pela Animale com status de celebridade. A semana de moda, que ocorre no prédio da Bienal do Parque do Ibirapuera, vai até terça-feira. Vinte e nove marcas participam desta edição.

No ano passado, Rosie estreou em Hollywood e foi eleita a mais sexy do mundo por uma revista inglesa. Todos os dias, a Ford, uma das agências de modelos de São Paulo, recebe pelo menos 50 jovens que sonham com a trajetória de Rosie. São garotas de todas as regiões do País, com tipo físico e padrão social variados. "Para conseguir a oportunidade de um teste elas precisam ter no mínimo 1,77 m de altura, quadril com no máximo 90 cm e ombros estreitos", explica Laura Vieira, agente há 17 anos, da Ford.

Mas, para chegar ao menos à São Paulo Fashion Week, todos os envolvidos no processo de escolha - o agente da agência, o diretor de imagem da marca e o estilista - concordam que é preciso ter algo mais além da beleza e das medidas de modelo.

Algo mais para Laura quer dizer atitude. "Algumas meninas chegam à agência quase prontas. Têm uma elegância natural, leveza no andar, sabem conversar e, por isso, acabam atraindo a atenção do cliente."

A gaúcha Marcele Dal Cortivo, de 18 anos, foi uma das escolhidas da Way. Há apenas três meses em São Paulo, ela estreia nesta temporada na semana de moda. Até o ano passado, pretendia prestar vestibular para Engenharia e continuar morando com os pais em Passo Fundo. "Todo mundo sempre disse que eu devia ser modelo. E um amigo meu, que é fotógrafo, me apresentou para a agência."

Marcele não tinha certeza se de fato queria seguir a carreira de modelo. "Quando cheguei a São Paulo e percebi o tipo de vida que poderia ter, resolvi que modelar seria a minha opção de futuro." Ela estreou na passarela no Fashion Rio, onde fez 18 desfiles.

Com 1,78 metro de altura, 50 quilos e visual exótico, Ellen Pinaff, de 18 anos, resolveu participar, há um ano, de uma convenção de modelos em Presidente Prudente, sua cidade natal, no interior paulista. Lá, foi descoberta por Alex Fourier, da 55 Management. Dois meses depois, constava na relação de new faces do momento do site models.com, a maior referência da moda quando o assunto é passarela. Hoje, já tem uma agência na França, para onde vai logo depois que terminar a SPFW.

"Modelo é como atriz. Você vê muitas mulheres bonitas, mas o que faz a diferença é a personalidade", diz o stylist Luis Fiod, da agência Mint, que cuida da campanha da Animale. "Eu me refiro à maneira como ela vai se comportar na passarela. Ela pode ser um camaleão, como a Raquel Zimmermann, que consegue encarnar qualquer tipo de mulher. Também pode ser como Rosie, muito sexy."

Para a inglesa, vencer na carreira depende de vários fatores. "É fundamental estar em uma boa agência. Eu nunca imaginei que viraria atriz. Foi a minha agência de modelos que levou minha foto aos produtores do filme Transformers: O Lado Oculto da Lua", conta. Rosie tem esse "algo mais". Mesmo sendo magra para os padrões brasileiros, transpira sensualidade. "Também é preciso surgir a oportunidade", diz Fiod. "Para que ela apareça é preciso focar." Rosie dá um conselho às new faces brasileiras: "Não desistir nunca". / COLABOROU FLÁVIA GUERRA

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