Polícia Civil
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Mulher é atacada por falso policial nos Jardins

Vítima ficou três horas em poder do criminoso, que a fez sacar R$ 3 mil; abordagem foi na Rua Augusta

Bruno Ribeiro e Ana Beatriz Assam, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2017 | 16h23
Atualizado 20 Outubro 2017 | 18h52

A Polícia Civil procura um homem suspeito de ter se passado por um policial federal para sequestrar e estuprar uma mulher. A vítima foi rendida na saída de um supermercado na Rua Augusta, nos Jardins, região central de São Paulo. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher. Especialistas alertam para a diversidade de golpes e dão dicas para facilitar a identificação de agentes.

A mulher foi rendida dentro do carro. Ela atravessou a via com o automóvel quando cruzou com o criminoso. O homem estava esperando o carro sair do estacionamento e, do meio da rua, encostou o falso distintivo no vidro do carro. A vítima, então, abriu o vidro do automóvel. O caso ocorreu na última sexta-feira. 

“Ele se passou por um policial federal. Ela teria andado por três horas no carro. O cidadão a teria estuprado e ainda a fez tirar R$ 3 mil no caixa eletrônico”, disse o delegado seccional do Centro, Marco Antonio de Paula Santos. 

Nesta terça, o caso passou a ser divulgado nas redes sociais, especialmente em grupos do WhatsApp, com imagens de câmeras de segurança do estacionamento do supermercado, que mostram a hora em que o homem se aproxima do carro.

O marido da vítima publicou um texto nas redes com detalhes do crime. “(Minha mulher) saía do estacionamento do (supermercado) Santa Luzia, atravessou a Augusta, quando um rapaz, aparentando 35 anos, bem vestido, bateu na janela do carro dela, apresentou as credencias de policial e pediu os documentos do carro dela sob o pretexto de que ela quase o atropelou”, relata. “Neste momento, percebendo que o carro estava destravado, ele entrou e a sequestrou por três horas com a intenção de roubo e estupro.” 

O marido disse ainda que o bandido circulou com ela no carro até a Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste, quando a vítima conseguiu fugir. 

Santos afirmou que as investigações “estão avançadas” e que, por isso, preferia não dar detalhes sobre o caso, para não atrapalhar a captura do criminoso. Também não deu informações sobre a identidade da vítima, abalada após a agressão.

Repercussão

Após a história se espalhar, áudios com relatos de tentativas de abordagem parecidas na mesma região foram divulgados. A Polícia Civil, porém, diz que não há informações de outras vítimas.

Célia Marcondes, da Sociedade dos Amigos, Moradores e Empreendedores do Cerqueira César, diz que a região está alerta. “Ele apareceu aqui, mas em qualquer lugar da cidade é bom que mulheres fiquem atentas.”

Segundo especialistas, é preciso conhecer alguns protocolos para evitar cair em golpes. “Para a segurança dos policiais, eles sempre estão em duplas”, diz o coronel reformado da PM José Vicente da Silva Filho.

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