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Mulher é morta pelo ex-marido na frente dos filhos na zona sul

Vítima teria se jogado para proteger criança e foi atingida no peito; feminicídio aconteceu no Capão Redondo - homem foi preso

Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 08h32
Atualizado 10 de setembro de 2019 | 11h28

SÃO PAULO - Uma mulher foi assassinada a tiros pelo ex-marido na frente dos dois filhos dela, na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, 10. O suspeito foi preso.

Segundo informações preliminares da Polícia Militar, Rafael Augusto de Souza Orgelio, de 28 anos, efetuou disparos contra Taynara Cristina dos Santos, de 30, após uma discussão. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

O ex-marido teria ameaçado a ex-companheira e apontado a arma contra uma das crianças. Taynara, então, jogou-se para proteger o filho e foi atingida no peito. O crime aconteceu na Rua Andrea Sansovino por volta de 0h30.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informou que uma equipe da PM foi acionada para atender a ocorrência e, no local, encontrou a porta da residência aberta e Taynara caída com ferimentos graves. 

Ela foi socorrida e levada ao pronto-socorro do Hospital Municipal do M'Boi Mirim, também na zona sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Testemunhas contaram que o autor do crime fugiu a pé.

"Após intensificar o patrulhamento, o criminoso foi encontrado e preso", disse a SSP, em nota.

A SSP afirmou que Orgelio admitiu o crime. Segundo ele, a arma usada no assassinato, um revólver calibre 38, foi jogada em um rio. A polícia não encontrou o objeto.

Orgelio foi autuado em flagrante e conduzido ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como feminicídio, isto é, assassinato de mulher por violência doméstica ou discriminação de gênero.

A polícia solicitou exame residuográfico a Orgelio, perícia no local e carro de cadáver para Taynara.

Aumento dos casos de feminicídio em São Paulo

Dados do governo de São Paulo apontam que foram registrados 54 casos de feminicídio entre janeiro e abril deste ano. O índice representa um aumento de 54,2% em relação ao mesmo período de 2018, quando houve 35 notificações do crime no Estado.

Em resposta, a gestão João Doria (PSDB) iniciou uma campanha publicitária para tentar frear as mortes, mas afirmou que só deve voltar a expandir as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) que funcionam 24 horas a partir de 2020, por falta de delegadas mulheres.

Em uma peça, com 30 segundos de duração, aparecem três casos reais de violência: uma vítima que teve a mão cortada pelo marido; outra mulher que teve o rosto desfigurado; e finaliza com uma mulher que foi espancada e teve a casa incendiada pelo ex. "Feminicídio: repudie, denuncie", diz a peça.

Veja abaixo:

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