Mulher é encontrada morta em casa na zona sul de SP

Ajudante de cozinha de 28 anos apresentava ferimentos no crânio provocados por algum objeto

Daniela do Canto, Central de Notícias

16 Fevereiro 2009 | 06h56

A ajudante de cozinha Eliane Maria de Oliveira, 28 anos, foi encontrada morta na madrugada desta segunda-feira, 16, dentro da própria casa, no Parque Santo Antônio, zona sul de São Paulo. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima apresentava ferimentos no crânio provocados por um objeto contundente. Não havia sinais de arrombamento e nada foi roubado. O marido de Eliane, Arnaldo Cândido da Silva, 23 anos - que também é ajudante de cozinha - disse que estava em um bar ao lado da casa da família na noite do crime. Segundo ele, a vítima passou pelo bar mas foi embora para casa sozinha. "Ela entrou e eu fiquei aqui fora", garantiu. Quando resolveu ir embora, Silva disse ter visto três homens saindo da sua casa. Ele encontrou a porta da residência aberta. "Não estranhei porque ela (Eliane) sempre deixa a porta encostada", justificou. Conforme o relato, ao entrar no quarto, o ajudante de cozinha encontrou o corpo da esposa. "Ela estava morta na cama e meu filho chorando". Um irmão de Eliane, o também ajudante de cozinha José Luís de Oliveira, 25, deu à imprensa uma versão diferente de Silva. Ele garantiu que a irmã deixou o bar acompanhada pelo marido, pouco antes da 1 hora. "Os dois foram juntos para dentro", afirmou. Oliveira foi embora cerca de 15 minutos depois e só voltou ao local ao saber da morte da irmã. O irmão de Eliane disse que o casal não costumava ter brigas feias, mas discussões, normalmente aos finais de semana. "Acho que eles discutiam de domingo, porque ele queria sair e ela ficava brava. Mas era discussãozinha". Eliane e Silva viviam juntos há dois anos. Eles têm um filho de 8 meses de idade. Eliane, que é do Piauí, ainda tem uma filha mais velha, de 5 anos, fruto de um relacionamento anterior. A menina mora com os avós. Segundo Silva, o casal vivia bem e não costumava brigar. "Nem desconfio de quem tenha feito isso porque a minha mulher não tinha inimigos", disse. Os vizinhos da família afirmaram não ter ouvido nenhum grito de Eliane, mas acordaram por volta das 2h30 com os pedidos de socorro de Silva. O caso foi registrado no 92º Distrito Policial (Parque Santo Antônio) como homicídio simples e deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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