Mulher de publicitário pode ser mentora de crime, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, semanas antes da morte do zelador, Ieda Cristina Martins procurou pessoa para assumir a função no prédio

Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2014 | 16h21

SÃO PAULO - A mulher do publicitário Eduardo Martins, acusado de matar e esquartejar o corpo do zelador Jezi Lopes de Souza, na zona norte de São Paulo, pode ter planejado o crime, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira, 2, pela Polícia Civil. 

Segundo o delegado titular da 4° Seccional (Norte), Ismael Lopes Rodrigues Junior, as investigações da Polícia Civil caminham para que a advogada Ieda Cristina Martins, em última análise, seja considerada mentora do crime. "Três semanas antes da morte do zelador, Ieda procurou uma pessoa, que será mantida em sigilo, para que assumisse a função de zelador do prédio. Isso caracteriza uma premeditação. Ela não era síndica, não tinha nenhuma atribuição de contratar ou demitir ninguém", explicou.

A arma e o silenciador encontrados na casa do publicitário Eduardo Martins e de Ieda, suspeitos pelo homicídio do zelador, foram utilizados na morte do empresário José Jair Farias, ex-marido de Ieda, em 2005, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de São Paulo, após receber o laudo pericial de confronto balístico. 

"Este homicídio está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio.Farias foi assassinado no dia 20 de dezembro de 2005 e no dia 22 do mesmo mês a Ieda e o Eduardo adquiriram o apartamento onde houve o assassinato do zelador (em São Paulo). Ou seja, há indícios veementes e contundentes em desfavor do casal", disse o delegado.

Rodrigues Júnior disse ainda que o casal deve ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver e posse compartilhada de arma de uso restrito (silenciador). "Faltam alguns laudos que devem chegar nos próximos 10 dias para que a gente conclua o inquérito", disse o delegado.

Caso. O zelador Jezi Lopes Souza estava desaparecido desde a sexta-feira, 30 de maio, quando foi visto pela última vez entregando correspondência dentro do edifício, na Rua Zanzibar, na Casa Verde, zona norte de São Paulo. O corpo, esquartejado e com sinais de queimadura, foi encontrado três dias depois na casa do pai do publicitário na Praia Grande, no litoral paulista. Martins confessou o crime, mas disse que agiu sozinho.

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