Mulher de coronel da PM assassinado vê omissão em apurações

Suas suspeitas relacionam-se principalmente ao fato de que pouco se tem falado sobre a máfia dos caça-níqueis

Bruno Paes Manso, de O Estado de S. Paulo,

19 de fevereiro de 2008 | 19h29

A mulher que viveu durante 12 anos com o coronel da Polícia Militar José Hermínio Rodrigues, assassinado no dia 16 de janeiro, Ângela R. Bruno, de 43 anos, vê graves omissões na investigação, mesmo depois de o exame de balística mostrar que a arma usada no crime era a mesma utilizada em uma chacina na região da Água Fria, zona norte de São Paulo. Esse resultado aponta uma provável ligação entre policiais do 18º Batalhão da PM com a morte do coronel.    "Está tudo muito vago. Será que esses policiais agiram sozinhos? Podem ser apenas laranjas de um esquema maior. Para tomar uma decisão como essa, precisavam de respaldo. Essa hipótese está sendo desprezada", diz ela.   As suspeitas de Ângela estão relacionadas principalmente ao fato de que pouco se tem falado e se investigado sobre um dos casos mais rumorosos ocorrido na gestão de Hermínio à frente do comando da zona norte: a máfia dos caça-níqueis, desvendada quando policiais da região prenderam o advogado Jamil Chokr, em maio do ano passado, com uma lista de supostas propinas pagas a 84 dos 93 Distritos policiais da Capital.   Na semana seguinte ao assassinato, Ângela participou de mais de dez interrogatórios, na Corregedoria da Polícia Militar e no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).   Leia a entrevista, na íntegra, na edição desta quarta-feira, 20, de O Estado de S. Paulo.

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