Mulher atropela e mata filha; sogra fica ferida

ESPECIAL PARA O ESTADO

João Carlos de Faria, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2011 | 00h00

TAUBATÉ

Rafaela Cássia da Silva, de 22 anos, atropelou e matou a filha de 4, Giovana da Silva, e a sogra, Soraia Aparecida da Silva, domingo à tarde em Campos do Jordão, a 180 quilômetros da capital paulista. A menina morreu logo depois de dar entrada em um pronto-socorro da cidade, com ferimentos no tórax.

O acidente aconteceu na casa da família, no bairro Recanto do Tubiê. Avó e neta foram prensadas contra um muro após uma manobra errada de Rafaela, que não tem habilitação.

Soraia teve fratura no fêmur e foi transferida para um hospital de Taubaté, onde passou por cirurgia. Rafaela está na casa de uma tia, na cidade vizinha de Santo Antônio do Pinhal, e não quis falar com a imprensa.

O acidente teria ocorrido, segundo o marido de Soraia, José Vitor do Nascimento, após Rafaela solicitar ao marido as chaves do carro da família, que veio de Brasópolis, no sul de Minas Gerais, onde mora há quatro anos, para passar o fim de semana na casa dos parentes.

As duas vítimas haviam acabado de almoçar e estavam encostadas no muro.

"Rafaela entrou no carro, desengatou o veículo e começou a descer de ré. Na tentativa de desviar do muro, ela acabou atingindo a avó e a neta. Foi um desespero só", disse José Vitor.

Os vizinhos, que ajudaram a socorrer as vítimas e a encaminhá-las ao pronto-socorro, também estavam inconformados com o que aconteceu.

"Ela era um amor de menina e muito educada", disse Cleusa Maria Silva, tia de Giovana.

O avô da menina afirma que a mãe, grávida de dois meses, está inconformada com a tragédia.

"Ela está muito abalada. É uma parte da família que foi destruída", disse.

A família aguardava a liberação do corpo da menina, que deve ser enterrado hoje em Brasópolis.

Segundo a polícia, Rafaela poderá responder por homicídio culposo (quando não há intenção), lesão corporal e por dirigir sem habilitação.

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