Mulher agredida tem alta, mas não se lembra de cotovelada

Homem, acusado de tentativa de homicídio, aguarda a conclusão do inquérito preso em unidade de detenção provisória de São Roque

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2014 | 16h29

Atualizada às 17h49

SOROCABA - A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar Santiago, de 30 anos, que teve traumatismo craniano ao ser agredida violentamente com uma cotovelada por um conhecido, na madrugada de 16 de agosto, em São Roque, recebeu alta hospitalar na noite de segunda-feira, 1º. Desde a agressão, ela estava internada no Hospital Regional de Sorocaba, tendo ficado uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

A mulher vai continuar o tratamento em casa para afastar o risco de sequelas mais graves. De acordo com um irmão de Fernanda, ela sentiu dores de cabeça na manhã desta terça-feira, 2, e foi medicada, estando em repouso na casa da família. Ele contou que a irmã não se recorda da agressão que sofreu, tendo lembrança apenas de que acordou no hospital. A explicação dos médicos é de que não houve tempo para que o cérebro registrasse a cotovelada, por isso ela não vai recuperar na memória o golpe que sofreu. 

A agressão ocorreu na saída de um baile, na região central de São Roque. As imagens, gravadas pela câmera de monitoramento de um estabelecimento comercial, chocaram a família. Após uma discussão com Fernanda, o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 35 anos, desfere violenta cotovelada em seu rosto. A mulher cai desmaiada e, enquanto é socorrida, o agressor fuma calmamente um cigarro. Segundo o irmão, Fernanda conhecia Oliveira apenas de vista. Acusado de tentativa de homicídio, ele aguarda a conclusão do inquérito policial preso em uma unidade de detenção provisória de São Roque.

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