Mulher acusada de matar 39 cães e gatos é liberada

Detida depois de um detetive particular flagrar o momento em que abandonava animais mortos na rua, ela nega

CRISTIANE BOMFIM, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2012 | 03h04

Uma moradora da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, foi detida ontem em flagrante sob suspeita de matar pelo menos 35 gatos e quatro cachorros. Dalva Lina da Silva, de 42 anos, teria deixado corpos dos animais em sacos de lixo na rua na frente da sua casa e da vizinha.

O número de animais mortos, no entanto, pode ser muito maior. Contratado por um grupo de protetores de animais, o detetive particular Edson Criado viu pelo menos 300 cães e gatos serem deixados na casa de Dalva. Nesse tempo, ele diz que não viu nenhum sair do local. Na madrugada de ontem, a polícia e representantes da ONG Adote um Gatinho retiraram apenas 9 animais vivos da residência - oito gatos e uma cadela.

A mulher foi levada para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e responderá, em liberdade, por maus-tratos, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais 9.605, de 1998. À polícia, ela disse que cuida de animais tirados das ruas há 13 anos. Sobre os gatos e cães mortos, afirmou que apenas cinco estavam com ela e que foram sacrificados por estarem muito doentes. Os outros 34, ela disse nunca ter visto.

O detetive conta que, por volta das 19h30 de anteontem Dalva abriu o portão, olhou dos lados e arrastou o primeiro saco de lixo preto até a frente da casa da vizinha. Na sequência, deixou mais três na porta da vizinha. Criado abriu os sacos e viu os animais enrolados em folhas de jornal.

Segundo a presidente da Adote um Gatinho, Susan Yamamoto, pessoas ligadas a adoção de cães e gatos desconfiam de Dalva há tempos. Em 2009, Dalva teria adotado dois gatos, mas a mulher que os doou se arrependeu no dia seguinte e pediu os animais de volta. Na casa de Dalva, teria sido informada de que eles foram levados para o Paraná. "A mulher nos procurou e nós fomos questionar a Dalva, que dizia cuidar de cerca de 500 animais, mas era dona de casa. A história não batia."

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