Muitos locais já integram os roteiros turísticos

SOROCABA

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2011 | 00h00

Muitas das fazendas antigas do interior transformaram-se em polos turísticos. Treze delas, datadas dos séculos 18 e 19, formaram a Associação Fazendas Históricas Paulistas e oferecem roteiros para turistas que incluem, além da boa mesa e hospedagem confortável, trilhas, cavalgadas e observação de aves. É possível fazer um roteiro, visitando várias propriedades, ou programar eventos, usando como palco instalações centenárias. As visitas devem ser agendadas.

A Capoava, em Itu, e a Pinhal, em São Carlos, foram transformadas em requintados hotéis-fazenda, mas mantêm inalterada a arquitetura do período imperial. Ambas fazem parte da Associação de Hotéis Roteiros de Charme. O mobiliário de época, em salões suntuosos, é atração na Vila Rica, de Itatiba. A Santa Gertrudes, no município do mesmo nome, foi usada como cenário de novelas. A Quilombo, em Limeira, preserva um casarão de 1880. O maior cafezal do início do século passado, com 1 milhão de cafeeiros, estava na fazenda Santa Cecília, em Cajuru.

Oferecem cavalgadas de longa distância ou sob a luz da lua cheia as fazendas Bela Vista, em Dourados, e Chácara Rosário, em Itu - esta com uma casa bandeirista de 250 anos. O passeio inclui refeições à moda tropeira e pode terminar em sarau ou seresta. Na Santa Maria, em Campinas, pode-se desfrutar da produção orgânica. A Mandaguahy, de Jaú, tem sede de 1858 e programas educativos para escolas. A Santa Maria do Monjolinho, de São Carlos, mantém o "sobrado grande" original, ornado com afrescos e pinturas. É possível observar a rica fauna do interior nas trilhas da Fazenda Nova, em Mococa. E a Aurora, em Santa Cruz dos Pinhais, foi pioneira na criação do gado da raça caracu no País.

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