Mudanças saudáveis. Mas serão factíveis?

Há menos de um mês, em uma reunião no Instituto de Engenharia, identificou-se que as necessidades de investimentos em nossos aeroportos para atender à demanda de 2014 serão superiores às que haviam sido indicadas pela Infraero. O ano é especial pela Copa, mas temos de atender ao crescimento do tráfego aéreo, que dobrou nos últimos dez anos e tende a crescer. O mercado doméstico é nosso e permanente - e a Copa é passageira.

Análise: Jorge Eduardo Leal Medeiros, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2010 | 00h00

No planejamento de atividades entre 2010 e 2016, é notável a mudança observada na Infraero: aumento de investimentos e relação das obras a serem feitas e indicação clara da demanda associada à Copa. Há, assim, um aumento saudável de transparência. Mas cabe uma questão: o planejamento poderá ser cumprido? A Autoridade Pública Olímpica (APO) criada pela MP 489 certamente ajudará, uma vez que, apesar de referir-se ao Estado e ao município do Rio, contempla também a "infraestrutura aeroportuária necessária para a realização" da Copa de 2014. Esperando que essa MP não permita um aumento desnecessário de gastos, ainda assim haverá tempo? Como ficam as licenças ambientais? Mudanças boas parecem chegar. Que venham para ficar e impliquem custos menores para o contribuinte e para o usuário.

FOI CHEFE DE GABINETE DA ANAC, DIRETOR DE VASP E VARIG E É ENGENHEIRO DE AERONÁUTICA E PROFESSOR DE AEROPORTOS E TRANSPORTE AÉREO DA POLI-USP.

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