Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Mudanças em velocidades de ruas serão sinalizadas 72 horas antes

Prefeitura promete sinalizar vias que terão velocidades reduzidas e enviar comunicado à imprensa com três dias de antecedência

Juliana Diógenes e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Para evitar confusão por parte dos motoristas, a Prefeitura promete que, três dias antes de reduzir a velocidade de qualquer rua da cidade, vai adotar duas medidas: sinalizar com faixas as vias que passarão pela mudança e enviar comunicado à imprensa divulgando os endereços com os novos limites.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, admitiu que, durante a transição, poderá acontecer o surgimento de problemas como os observados, ontem, na Rua Sena Madureira, na zona sul, que tinha as novas placas, de limite de 50 km/h, mas ainda mantinha as placas antigas, de 60 km/h.

“Se houve aplicação de multas hoje, elas serão canceladas”, disse o secretário. A Prefeitura também recebeu reclamações sobre a mudança na Avenida Brás Leme, na zona norte, que também já teve a alteração, mas sem a comunicação especial.

Tatto cobrou atenção dos motoristas e avaliou que eles se acostumarão à mudança, o que deve reduzir eventuais confusões sobre qual limite seguir. “A orientação (para a Companhia de Engenharia de Tráfego) é para sinalizar, avisar com antecedência. Eles (CET) têm um plano e estão implementando a mudança. Vamos acelerar isso, até para o motorista não começar a se confundir. Até porque você tem a via principal que tem 50 e via secundária que tem 60. É uma fase de transição. É um momento de mudança, e o motorista tem de estar mais atento.”

Reações. Embora Tatto afirme já ter resultados preliminares que mostram redução dos acidentes em locais onde a velocidade máxima baixou, representantes da sociedade civil mantêm críticas à medida. Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), criticou a rapidez com que o prefeito tem adotado a redução das velocidades na cidade. “Ele (Haddad) não espera resultado para ter certeza de que as medidas tomadas são favoráveis à população. Ele faz uma mudança em cima da outra e vai se arrepender de fazer coisas sem o devido estudo e sem escutar a população”, afirmou.

Burti, que opina ser “uma lástima” andar de carro pela cidade, diz se preocupar com o resultado das medidas no comércio. “Se as vias que levam às Marginais (do Tietê e do Pinheiros) começarem a ficar congestionadas pela redução da velocidade, vai ser um caso para o comércio”, argumentou o presidente de ACSP.

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