Mudança climática e lei fraca deixam cenários parecidos

Apesar de trabalhar com cenários diferentes de devastação futura, o estudo mostra que as perdas de produtividade ficam relativamente próximas nos dois quadros. Mesmo com o cumprimento da legislação ambiental, o revés é parecido com o da situação com muito desmatamento. No caso da pastagem, por exemplo, varia de 30% a 34%.

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2013 | 02h08

Os pesquisadores justificam que mesmo a redução progressiva do desmatamento que o País vem experimentando nos últimos anos não garante o fim da perda da vegetação.

"Não há nenhuma garantia de que vai continuar caindo para sempre. Na verdade, como a gente diz no estudo, existem diversas razões pelas quais o desmatamento amazônico poderá aumentar, como a pressão para a expansão agrícola. E a legislação atual ainda dá muitas opções para desmatar. É uma questão de tempo", afirma Marcos Costa, da Universidade Federal de Viçosa.

O pesquisador Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, explica que os cenários se tornam semelhantes também por força do impacto do aquecimento global. "É preciso combatê-lo e isso depende do resto do mundo."

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