ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

MTST faz protesto por início das obras do Minha Casa Minha Vida

A Avenida Paulista, no sentido Consolação, foi totalmente bloqueada em frente ao Masp; grupo encerrou o ato no Largo da Batata

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

25 Junho 2015 | 18h07

Atualizada às 23h14

SÃO PAULO - O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) fez um ato na noite desta quinta-feira, 25, em São Paulo, para cobrar o início das obras do programa Minha Casa Minha Vida. O grupo se concentrou na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), no fim da tarde. A manifestação foi encerrada às 21h30 no Largo da Batata, na zona oeste da capital.

Por volta das 17h40, o sentido Consolação da via estava totalmente bloqueado. O MTST estimou que 30 mil pessoas participaram do ato - segundo a Polícia Militar, foram 10 mil. Como é costume nas manifestações do MTST, o ato era formado por quem mora em ocupações e conta também por idosos e crianças, a maioria vestindo vermelho.

"O governo federal está tomando uma série de medidas contra o trabalhador sob o nome de ajuste fiscal. Atacaram o emprego e agora a aposentadoria. Nós não vamos aceitar. Viemos exigir a liberação de verbas de moradia para o Minha Casa Minha Vida. Viemos exigir, porque direito não se pede, se exige", disse Guilherme Boulos, líder nacional do MTST. Boulos também afirmou que o ato era em repúdio a atitudes do Congresso Nacional, como a aprovação da redução da maioridade penal e da lei de terceirização.

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Taboão da Serra, da Central Única dos Trabalhadores, do PSTU, do PSOL, de sindicatos e de outros movimentos sociais engrossaram o ato contrário ao ajuste fiscal e pelo início das obras do Minha Casa Minha Vida fase 3.

Os manifestantes chegaram às 18h45 na frente do escritório da presidência em São Paulo, na altura da Rua Padre João Manuel, e bloquearam totalmente a Avenida Paulista nos dois sentidos. "Se não lançar o minha casa minha vida 3 nós vamos invadir o escritório. Nós vamos morar no escritório. Se não liberar, nós faremos um grande acampamento na avenida Paulista, dentro de alguns dias. Que o recado seja ouvido pela presidente", afirmou Boulos. 

Em seguida, o grupo foi em direção à Avenida Brigadeiro Faria Lima, onde parou na frente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Os sem-teto vaiaram a federação. O protesto foi encerrado às 21h30 no Largo da Batata, onde os manifestantes se dispersaram.


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