Alex Silva/Estadão
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MTST faz protesto em frente à sede da Sabesp, em Pinheiros

Por volta das 19h20, manifestantes fecharam todas as pistas da Marginal do Pinheiros no sentido Lapa

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2014 | 18h25

Atualizada às 21h00

SÃO PAULO - Cerca de 5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto em frente à sede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em Pinheiros, contra a falta de água em bairros da periferia da capital paulista. 

Por volta das 19h20, o grupo deixou o prédio e fechou todas as pistas da Marginal do Pinheiros no sentido Lapa. Outras questões como falta de moradia e truculência da polícia em reintegrações de posse foram incluídas na pauta do ato desta quinta-feira. Às 20h20, o grupo chegou no Largo da Batata, de onde começou a se dispersar. 800 policiais e 150 veículos da PM acompanham o ato, que foi pacífico. 

O ato começou pelas 16h45 no Largo da Batata. Os manifestantes chegaram a bloquear a Avenida Faria Lima no caminho para a Sabesp. As ruas Costa Carvalho e Sumidouro também foram interditadas. Em frente ao prédio, fizeram uma dança pedindo chuva. A Polícia Militar circundava o prédio da Sabesp. Uma comissão do MTST entrou para entregar uma lista de reivindicações à companhia. 

 

A comissão de representantes do MTST saiu do prédio da Sabesp às 19 horas. Josué Rocha, um dos coordenadores do movimento, afirmou que "um canal de diálogo permanente" foi criado entre as partes e que novas reuniões foram marcadas para a próxima semana. "Entregamos a pauta de reivindicação para mostrar que está faltando água principalmente nas regiões sul, oeste e leste. Está dado o problema, a gente sabe que o racionamento já existe e vai continuar existindo", disse.

A doméstica Ivonete Lopes, de 39 anos, mora no Jardim Ângela e afirma sofrer com a falta de água há cerca de 5 meses. "Falta durante o dia e muitas vezes à noite também. Ficamos em alguns momentos quatro dias sem água", diz ela, que afirma participar do movimento há 10 meses.

Em nota, a Sabesp informou que recebeu representantes do MTST e apresentou dados demonstrando que não há falta de água, "conforme número de reclamações, que este ano têm sido inferiores às de 2013". De acordo com a companhia, ficou acordado um canal permanente de discussão com as entidades e ficaram agendadas reuniões para os dias 7 e 8 de outubro.

 

Governo. Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 25, que "não faz nenhum sentido" uma invasão dos integrantes do Movimento à sede da empresa. Para o governador, a Sabesp está "suando a camisa" para garantir o abastecimento de água à população da Região Metropolitana. "Espero que não haja (a invasão). Não tem nenhum sentido. A Sabesp é uma empresa que está suando a camisa para enfrentar uma seca que é duríssima", disse, depois de visitar o Parque Linear Várzeas do Tietê, na zona leste da capital.

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