MPs brigam para investigar ação da polícia

A audiência pública organizada pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público Federal (MPF) para discutir a responsabilidade da Polícia Militar em casos de resistências seguidas de morte e propor uma ação pedindo o afastamento do comando da PM motivou um pedido de explicações do Ministério Público Estadual à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2012 | 03h05

Ontem, os promotores estaduais de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital enviaram um ofício à PGR, solicitando informações sobre as investigações feitas pelo MPF, "tendo em vista que o caso se insere nas atribuições legais desta Promotoria, pelo princípio do promotor natural, por se tratar de envolvimento de instituição e servidores estaduais".

Os promotores negam ainda a acusação de que estão sendo "omissos" diante da violência excessiva da Polícia Militar em São Paulo e citam três inquéritos que foram abertos para investigar somente o caso de homicídio do publicitário Ricardo Prudente de Aquino por PMs, no dia 18.

O procurador da República Matheus Baraldi Magnani afirmou por nota que "o momento é de união de esforços para combater a arbitrariedade policial". Conforme o procurador, essa união se justifica por "motivos pragmáticos e por razões jurídicas" e a ação do MPF não vai além de suas funções. /BRUNO PAES MANSO e MARCELO GODOY

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