GABRIELA BILO/ ESTADAO
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MPL põe bloco na rua para protestar contra aumento da tarifa

'Ô passageiro por que estás tão triste?', diz trecho da marchinha do movimento; protesto foi encerrado em frente à Prefeitura

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2015 | 19h47

Atualizada às 21h33

SÃO PAULO - Cerca de 100 pessoas participaram do bloco Pula catraca, do Movimento Passe Livre, no início da noite desta quarta-feira, 18. O objetivo do ato era aproveitar a festa de carnaval para fazer um protesto divertido contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, que passou de R$ 3 para R$ 3,50 este ano.

Os manifestantes saíram às 19h30 da Praça da Sé e ocuparam duas faixas da Rua Anita Garibaldi em direção à Rangel Pestana. Eles passaram pelo terminal Dom Pedro e chegaram à frente da Prefeitura às 20h50, onde encerraram o ato. Como é comum nos protestos do movimento, algumas pessoas pularam por cima de uma catraca real levada pelo grupo, para simbolizar o 'catracaço'. A polícia acompanhou o trajeto e não houve registro de confusão. 

O movimento adaptou marchinhas de carnaval famosas, como Jardineira: "Ô passageiro por que estas tão triste? / Mas o que foi que te aconteceu? / foi a passagem que subiu de preço / foi pra 3 e meio / a gente se f.", diz a versão, disponível no Facebook do MPL para download.

Os integrantes também pediram que as pessoas levassem instrumentos ou latas para ajudar na cantoria contra a tarifa. "Quantos bailes e blocos poderiam ter sido frequentados se a tarifa não fosse R$ 3,50? Carnaval é tempo de festa, mas também é tempo de luta", afirma o MPL ao convocar para o bloco. "Desde o começo do século o samba é instrumento de luta e resistência, assim como o carnaval é palco de alegria mas também de luta pela cidade. Vamos pular carnaval com a mesma força e alegria que pulamos as catracas que impedem nosso acesso a cidade".

Heudes Oliveira, do MPL, disse que no ano que vem eles devem repetir o bloco. "Nós buscamos sempre fazer algo diferente. O objetivo era fazer uma crítica animada, um ato lúdico. Veio bastante gente e ficamos bem felizes", afirmou. A Fanfarra do mal tocou marchinhas adaptadas ao longo de todo o caminho. 

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