MPL ainda precisa convencer que não pagar tarifa é bom

O ativismo junino liderado pelo Movimento Passe Livre (MPL) conseguiu assustar políticos e estudiosos pela capacidade de mobilização em torno da bandeira da redução da tarifa do transporte público, que logo se generalizou para a cobrança de melhores políticas públicas. Todavia, no momento o que se busca são explicações sobre as razões do esvaziamento repentino das ruas (ontem, foram 3 mil manifestantes contra 50 mil registrados em um único protesto de junho), mesmo tendo ocorrido fatos com grande potencial de indignação pública.

ANÁLISE: Marco Antonio Teixeira, professor de ciência política do curso de administração pública da FGV-SP, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2013 | 02h02

Com a Semana Nacional de Luta pela Tarifa Zero, o MPL tenta retomar sua mobilização. Entretanto, o número de pessoas sensibilizadas com a causa vem se mostrando muito aquém daquela verificada em junho. Duas hipóteses podem nos ajudar a entender as razões.

A primeira é que o conjunto de ações violentas empreendidas pelos Black Blocs deve ter criado um temor quanto à segurança das pessoas que gostariam de participar desses eventos.

A segunda é que o debate sobre a tarifa zero ainda não é de domínio público. Ou seja, se em junho a população foi convencida de que o preço do transporte era abusivo, o que obrigou governos a recuar, agora o MPL precisa convencer os cidadãos que não pagar pelo transporte público é uma boa causa.

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