MPF vai investigar se major ajudou Maroni em vistoria

Para promotor José Carlos Guillen Blat há fortes indícios de que empresário tenha sido favorecido

Bruno Tavares, do Estadão,

10 de setembro de 2007 | 20h32

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal vão investigar o suposto envolvimento de um major aposentado da Aeronáutica na liberação das obras do Oscar’s Hotel, de propriedade do empresário Oscar Maroni Filho.   Seguindo as pistas fornecidas por uma testemunha - supostamente uma ex-funcionária do empresário, o promotor criminal José Carlos Guillen Blat descobriu que os peritos vistoriaram apenas umas das suítes do Bahamas, cujo hóspede era Marcelo Xavier dos Reis, estagiário de uma revista publicada pelo empresário. A mulher que acusa Maroni diz ainda que, no dia da falsa blitz, todos os funcionários do Bahamas foram orientados a trazerem "malas, cabides e toalhas pessoais", para eliminar qualquer vestígio de que a boate era usada como ponto de prostituição.   Para o promotor, há fortes indícios de que tenha havido favorecimento, corrupção ativa e passiva, fraude processual, falsidade ideológica e falsa perícia. "São suspeitas graves que precisam ser investigadas", afirmou Blat.   Os policiais do 27º Distrito Policial que investigavam as atividades do Bahamas teriam chegado ao local às 14 horas, de acordo com o depoimento de outro ex-funcionário. No boletim de ocorrência, no entanto, consta o horário de 21 horas, marcado a caneta. A mesma testemunha contou que um investigador chegou a pedir uma dose de uísque antes de inspecionar a boate.

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