Hans/Pixabay
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MPF quer obrigar governo a fornecer soro contra picada de escorpião

Medida vale para a região de Jaú, no interior de São Paulo, onde uma criança morreu após ser atacada pelo animal

Rene Moreira, especial para o Estado

12 Setembro 2018 | 19h38

FRANCA - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação para que a União e o Estado de São Paulo disponibilizem pelo menos seis doses de soro antiescorpiônico em cada um dos 11 municípios da região de Jaú, no interior paulista. A medida tem como objetivo garantir o atendimento emergencial em episódios graves de picadas de escorpião, geralmente envolvendo idosos e crianças. 

Na ação, o MPF alega que "a administração do antídoto é muitas vezes a única maneira de salvar a vítima" e que nos casos graves "é recomendada a aplicação de seis ampolas do antiveneno em curto espaço de tempo". Também esclarece que a Santa Casa de Jaú é referência e atende 12 municípios da região.

O documento foi protocolado nesta terça-feira, 11, e é assinado pelo procurador Marcos Salati, que cita a morte de uma menina de 6 anos em Barra Bonita em abril. Segundo ele, o atraso na aplicação do soro "foi uma das causas, senão a principal delas, na morte da criança".

Redução

O MPF diz que pelo apurado "houve contingenciamento na distribuição do antídoto por parte do Ministério da Saúde a partir do ano de 2015". Além de Jaú e Barra Bonita, cidades como Bariri, Bocaina, Dois Córregos, Itaju Itapuí, Mineiros do Tietê e Torrinha não possuem o soro em suas unidades de saúde. 

A Secretaria de Saúde alega que a distribuição do soro é competência do Ministério da Saúde. Este, por sua vez, diz não ter sido notificado oficialmente ainda sobre a ação. Porém, garante que São Paulo tem sido abastecido com o antídoto para o veneno de escorpião.

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