MPF é contra barrar Twitter da lei seca

O Ministério Público Federal em Goiás manifestou-se contra a ação da União que pede o bloqueio de contas do Twitter que divulgam informações sobre locais, dias e horários de blitze policiais realizadas no Estado. O órgão pede ainda o indeferimento da petição inicial da Advocacia-Geral da União ou a extinção do processo.

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h05

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão Ailton Benedito, "é absolutamente irracional que se divise alguma possibilidade de impedir o livro fluxo de informações pela internet".

Benedito acrescenta que tentativas como a da União são "inúteis e contraproducentes". "Sobretudo se o Estado-governo pretender impor tais limitações de forma genérica e abstrata, a fim de inibir a prática de crimes. Nesses casos, as autoridades públicas jamais conseguem fechar todas as portas abertas aos criminosos, que sempre desenvolvem novas formas de se organizar para práticas delituosas, escapando dos débeis limites estatais."

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