Mário Ângelo/Sigma Press
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MPE quer fichar detidos por participação em protestos com queima de ônibus

Arquivo poderá servir para indiciar pessoas por mais tempo caso sejam presas por mais de uma vez

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2014 | 18h23

SÃO PAULO - O promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Saad Mazloum quer que a polícia fiche pessoas detidas por participação em protestos que terminaram com a queima de ônibus. O arquivo vai servir, segundo o promotor, para indiciar essas pessoas por mais tempo caso elas sejam detidas mais de uma vez.

O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira, 3, depois de uma reunião entre Mazloum e o coordenador de Operações da Polícia Militar, coronel Sérgio de Souza Merlo, para tratar da série de ataques a ônibus ocorridas na Grande São Paulo neste ano. Até esta segunda, foram queimados 35 coletivos em protestos diversos.

"Queimar ônibus virou moda", disse o promotor, ao afirmar que, segundo a PM, os ataques são, na maioria, atos isolados, sem terem sido orquestrados. "Em apenas um dos casos, um dos autores presos afirmou ter queimado o ônibus a mando de uma quadrilha organizada", disse Mazloum.

O promotor disse ter ficado satisfeito com as informações repassadas por Merlo. O coronel detalhou as ações tomadas pela PM para evitar novos ataques a ônibus. "É papel da polícia garantir a segurança para os ônibus circularem", disse o promotor.

Entre as ações adotadas, que já haviam sido anunciadas no fim da semana passada, está o deslocamento do Batalhão de Choque aos bairros da zona sul que mais registraram ataques e o uso de policiais militares à paisana no interior dos coletivos para evitar ataques.

"Ele (o coronel) detalhou medidas futuras, mas que não podem ser divulgadas por sigilo". afirmou Mazloum. O promotor citou também o uso de câmeras de vigilância no interior dos ônibus, para facilitar a identificação de criminosos.

No próximo dia 6, segunda-feira, o promotor deve ouvir os empresários de ônibus e cooperados do setor de lotações.

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