MP vai investigar incêndio que parou a CPTM

Para promotor, empresa opera 'no limite' e com linhas 'sobrecarregadas'

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2013 | 17h33

O Ministério Público Estadual vai investigar as causas do incêndio que paralisou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no sábado, 6. Todas as seis linhas da empresa ficaram paralisadas por quatro horas devido ao problema. O fogo atingiu o prédio que controla a operação dos trens.

"A questão central é a do orçamento da CPTM, uma questão de verba. O Estado tem mandado um orçamento para ela (CPTM) que é insuficiente para atender a demanda que eles têm", afirma Maurício Ribeiro Lopes, promotor de Habitação e Urbanismo. "É uma impressão que tenho em função das constantes falhas que têm havido. Isso mostra que eles operam no limite."

De acordo com o promotor, a CPTM opera com as linhas "no limite" e "sobrecarregadas". "E é no limite que acontecem os erros. Acho que essa falha pode estar relacionada a essa operação no limite das forças da CPTM."

O promotor enviará nesta quarta-feira, 10, à CPTM um questionário para tentar esclarecer o ocorrido.

Em 2012, a CPTM transportou 764,2 milhões de passageiros, 9,1% a mais do que no ano anterior. Segundo o relatório da administração da empresa, no ano passado houve um incremento de 16,1% na receita operacional bruta da companhia, chegando a R$ 1,7 bilhão.

Contudo, mesmo assim, a empresa teve prejuízo de R$ 217,2 milhões, patamar um pouco maior do que o do ano anterior, R$ 216,9 milhões.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que  o prejuízo "ficou muito aquém do índice de inflação em 2012, fixado em 5,84". 

Ainda de acordo com a nota, a CPTM, que é uma sociedade de economia mista dependente  do governo do Estado, tem receitas tarifárias que "não cobrem os custos de capital e operacionais impostos pela produção do serviço".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.