MP quer que TJ receba denúncia por ocultação do cadáver de Mércia

Justiça rejeitou acusação contra Mizael, ex-namorado da advogada, e o vigia Evandro, por entender que o crime de assassinato absorve o outro delito

Solange Spigliatti, estadão.com.br

16 de agosto de 2010 | 15h23

SÃO PAULO - O Ministério Público entrou com um recurso, na última sexta-feira, 13, junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, contra a rejeição da denúncia (acusação formal) por ocultação de cadáver contra Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra da Silva.

 

O corpo da advogada Mércia Nakashima foi encontrado dia 11 de junho na Represa Atibainha, em Nazaré Paulista. De acordo com a denúncia, Mizael matou Mércia porque não se conformava com o fim do relacionamento entre ambos, tendo sido ajudado no crime pelo vigia Evandro Bezerra da Silva.

 

Segundo o MP, a Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu a denúncia contra ambos pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, mas rejeitou a acusação de ocultação de cadáver por entender que esse crime foi absorvido pelo delito mais grave de homicídio.

 

No recurso, o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes sustenta que "pelas circunstâncias apuradas no inquérito policial, o desiderato dos recorridos (Mizael e Evandro) era não só matar a vítima, como também ocultar o seu corpo. Caso contrário, não procurariam esconder os vestígios do crime e todo o corpo de delito, arremessando em local ermo e numa represa profunda, não só a vítima, como também seu automóvel e demais bens pessoais".

 

O promotor argumenta, ainda, que "a ideia dos agentes era a realização de um crime perfeito, este a não ser descoberto por qualquer pessoa, tanto que, mesmo após intensas buscas policiais, a ofendida (Mércia) somente foi localizada cerca de 18 dias após o seu desaparecimento".

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