MP prende 13 policiais por esquema de jogos ilegais em Santos

Investigações mostram que uma associação clandestina cadastrava comerciantes que desejavam ter máquinas caça-níqueis em estabelecimentos

Gheisa Lessa, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2012 | 14h49

SÃO PAULO - Treze policiais foram presos durante uma operação do Ministério Público na tarde da última terça-feira, 7. O órgão investiga a atuação de 10 agentes militares e três civis na exploração de jogos ilegais na região de Santos, São Vicente e Praia Grande, no litoral paulista.

O cumprimento dos mandados de prisão temporária foi realizado em conjunto com agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Além dos policiais, foram apreendidos R$ 27,3 mil em dinheiro e R$ 3,7 mil em cheques, além de 81 máquinas caça-níqueis, 102 monitores, 78 noteiros, 6 CPUs de computador, dois aparelhos de TV, duas máquinas de cartões de débito/crédito.

As investigações do MP provam que uma associação clandestina cadastrava os comerciantes que desejavam ter as máquinas caça-níqueis em estabelecimentos. Uma vez que o empreendimento contava com máquinas do grupo, um pagamento quinzenal era cobrado para a manutenção dos jogos.

Os policiais militares presos eram contratados da associação para efetuar a segurança dos comércios onde havia exploração dos jogos. O grupo evitava que a polícia desdobrasse investigações sobre o jogo ilegal da região subornando os três agentes civis, também detidos. Entre os policiais civis presos está o chefe dos investigadores do 1º Distrito Policial de São Vicente, Agostinho Pereira. O Ministério Público segue com a apuração com objetivo de identificar mais envolvidos no esquema.

Em nota, a Polícia Militar informa que participou da busca dos agentes e colaborou com as prisões e afirma que "o curso das demais investigações esclarecerão o nível de participação de cada envolvido, dentro dos fatos constantes no processo". A Polícia Civil não divulgou, até as 14h30, nota oficial sobre o caso.

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