MP pede quebra de sigilo de sambista

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) pediu ontem à Justiça a quebra do sigilo bancário do presidente da Estação Primeira de Mangueira, Ivo Rene Meirelles, no período entre abril de 2009 - um mês antes da posse dele no cargo - até dezembro de 2012. O MP também requereu as declarações de Imposto de Renda do músico, bem como a quebra do sigilo bancário da escola de samba. Em outubro de 2011, Ivo foi indiciado em inquérito da 17.ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), pelo crime de associação para o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, zona norte.

MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2013 | 02h05

O inquérito foi instaurado em março daquele ano, após a Ouvidoria do MP-RJ receber uma denúncia anônima de que Meirelles teria sido imposto na presidência da Mangueira pelos traficantes Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que está preso, e Vinicius de Lima Pereira, o Chevette. Em troca, Meirelles pagaria R$ 150 mil mensais ao tráfico - o dinheiro seria desviado da escola de samba.

Após o indiciamento pela Polícia Civil, o inquérito foi remetido ao MP, que requereu novas investigações. Em novembro de 2012, o MP solicitou ao juízo da 39.ª Vara Criminal a quebra do sigilo fiscal de Meirelles e da Mangueira. No início deste mês, o Banco Central informou ao MP-RJ que em nome de Meirelles há seis contas correntes. Já a escola de samba possui 54 contas. Em depoimento, Meirelles admitiu que conhece os acusados desde a infância, já que todos foram criados na favela.

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