Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

MP pede que fechamento da Paulista para carros seja parcial

Promotoria quer uma faixa aberta para carros em cada sentido e solicitou ainda novos testes e audiências públicas

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2015 | 18h34

Atualizada às 21h54

SÃO PAULO - Como alternativa ao fechamento total da Avenida Paulista para veículos aos domingos, proposta do prefeito Fernando Haddad (PT), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) sugeriu, após reunião nesta quinta-feira, 8, que a Prefeitura mantenha aberta para carros uma faixa de rolagem em cada sentido (Consolação e Paraíso). O Estado apurou que a Prefeitura quer abrir a Paulista para pedestres em definitivo no dia 18.

O promotor de Habitação e Urbanismo José Fernando Cecchi Júnior pediu que a Prefeitura faça novos testes e “diversas” audiências públicas. Em nota, o MPE informou que o período de teste ainda não foi definido, mas que deverá ser entre quatro e seis meses. A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo ainda propôs que a Prefeitura garanta o tráfego em pelo menos duas transversais. 

A alternativa de fechamento parcial foi sugerida, segundo o MPE, para “resguardar os direitos e interesses de moradores locais, comerciantes, pessoas com necessidades especiais de locomoção que necessitam de veículos para chegarem à Avenida Paulista”. O MPE não detalhou qual das faixas de rolagem poderá ser aberta para veículos.

Segundo a nota, com as sugestões apresentadas, os promotores de Justiça de Habitação e Urbanismo pretendem “democratizar ao máximo a utilização das vias por todos, sem distinção, lembrando que a divisão do espaço entre pessoas e veículos já vem ocorrendo desde a implementação das ciclofaixas”. A promotoria solicitou ainda que a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) faça uma análise do impacto no trânsito da avenida e nas imediações. 

Abertura. A Prefeitura informou, por nota, que as propostas serão analisadas, “mantendo o bom entendimento e tratativas que já estavam em curso, mas sem prejuízo do avanço e execução do programa Rua Aberta, considerando os estudos e audiências já feitos e apresentados”. A gestão acrescentou que nenhuma via será aberta sem prévio estudo de impacto e se comprometeu a garantir o acesso dos moradores. Além disso, a Prefeitura destacou que Plano Nacional de Mobilidade Urbana, uma lei federal, prevê expressamente a possibilidade de restrição de veículos em horários e datas definidos.

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