MP pede prisão preventiva de três fiscais envolvidos em fraude em SP

Pedido foi feito após a Justiça negar o relaxamento da prisão de um dos quatro servidores detidos, que optou pela delação premiada

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2013 | 15h29

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MP) pediu na manhã desta sexta-feira, 1, a prisão preventiva de três dos fiscais presos por participar de um esquema de cobrança de propina para a liberação de prédios na cidade de São Paulo. O pedido veio após negativa da Justiça em relaxar a prisão do fiscal Luis Alexandre Cardoso Magalhães, o quarto detido.

Magalhães concordou em participar de uma delação premiada para colaborar com as investigações. O MP tem indícios de que ao menos cinco empresas participavam do esquema. Segundo as investigações, pelo menos outros dois funcionários públicos agiam de modo semelhante à quadrilha presa.

O promotor Roberto Bodini afirmou que a prisão preventiva de Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos e Carlos di Lallo Leite do Amaral é necessária, uma vez que a liberação de Magalhães foi negada pela Justiça.

Após a delação premiada, formalizada administrativamente na manhã desta sexta, o MP solicitou à Justiça a liberação do fiscal, mas o pedido foi negado. o MP diz acreditar que é preciso manter os demais funcionários presos por mais tempo, para não prejudicar a apuração do esquema, que pode ter lesado os cofres públicos em até R$ 500 milhões.

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