MP pede prisão preventiva de PMs acusados de execução em cemitério

Crime teria acontecido no último dia 12 de março; mulher testemunhou assassinato e o narrou para o 190 em tempo real

Priscila Trindade, Central de Notícias

06 de abril de 2011 | 10h54

SÃO PAULO - A promotora de Justiça Mariana Apparício de Freitas, do Ministério Público (MP) estadual, pediu à Justiça na tarde de terça-feira, 5, a prisão preventiva dos dois policiais militares suspeitos de assassinar um homem, no cemitério Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Eles estão em prisão temporariamente, no Presídio Militar Romão Gomes. O MP pediu a preventiva para evitar que, com recurso judicial contra a temporária, os PMs sejam soltos.    

 

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O crime aconteceu no dia 12 de março. A vítima, suspeita de ter praticado roubo, havia sido detida pelos policiais e levada em uma viatura até o cemitério, onde foi morta com um tiro à queima roupa. Uma mulher, que visitava uma sepultura no local, presenciou o crime e ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no número 190. Ela relatou quando os policiais tiraram o detido da viatura e atiraram contra ele.

 

No último dia 21 de março, o MP ofereceu denúncia contra os policiais Ailton Vital da Silva e Filipe Daniel Silva, da 4.ª Companhia do 29º Batalhão. Eles têm 19 e 5 anos de serviço, respectivamente.

 

Os dois foram denunciados pela Promotoria de Justiça do IV Tribunal do Júri da Capital por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima). Os PMs podem ser expulsos da corporação.

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