MP pede o confisco de todos os imóveis de ex-diretor municipal de SP

Aref é acusado de enriquecimento ilícito por ter acumulado 118 imóveis nos sete anos em que foi diretor do Departamento de Aprovação de Edificações - Aprov

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo,

25 Julho 2012 | 19h11

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou nesta quarta-feira, 25, ação civil de improbidade administrativa contra o ex-diretor municipal Hussain Aref Saab, acusado de enriquecimento ilícito por ter acumulado 118 imóveis nos sete anos em que foi diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov). A ação pede que todos essas casas e apartamentos sejam confiscados pela Justiça e transferidos para a Prefeitura de São Paulo. Os 90 imóveis já avaliados valem cerca de R$ 37 milhões, enquanto a renda do ex-diretor era de cerca de R$ 20 mil mensais.

Segundo a Promotoria, há indícios de que os imóveis tenham sido recebidos em troca de favorecimentos a construtoras e shoppings que protocolavam pedidos na Secretaria de Habitação, pasta à qual o Aprov é subordinado. O ex-diretor nega e diz que todos os seus bens foram adquiridos licitamente, com dinheiro de aplicações e de uma empresa que explora estacionamentos na capital.

Além de Aref, a Promotoria do Patrimônio Público e Social pede a perda dos bens de sua esposa, Marisa Venturini Saab, de seus dois filhos, o delegado da Polícia Civil Luís Fernando Saab e a arquiteta Ana Paula Saab Zamudio, e da empresa que os quatro possuem, a SB4 Patrimonial. Os alvos da ação não são apenas os imóveis, mas também outros bens acumulados pela família no período que não foram detalhados por serem consideradas informações de cunho pessoal e sigiloso.

A reportagem telefonou para os advogados de Aref na esfera cível, Sebastião Tojal e Sérgio Renault, mas a secretária afirmou que ambos estão viajando e que ninguém mais poderia falar sobre o caso.

 

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