MP pede fim da Unidade Experimental de Saúde, onde está Champinha

No local, estão internados seis jovens, incluindo o assassino de Liana Friedenbach e Felipe Caffé; se espaço for extinto, eles podem ser soltos

O Estado de S. Paulo

22 Abril 2013 | 13h57

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, protocolou uma ação civil pública pedindo que a Unidade Experimental de Saúde (UES), mantida pelo governo estadual, seja extinta.

O local abriga seis jovens, já maiores de idade, que continuam internados por determinação judicial. Um dos internos é Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, de 26 anos. Em 2003, Champinha estuprou e assassinou Liana Friedenbach, então com 16 anos, e seu namorado, Felipe Caffé, de 19 anos.

Depois de confessar o crime, ele, que na época tinha 16 anos, foi mandado para a Fundação Casa. Após cumprir a pena, a Justiça considerou que não tinha condições de viver em sociedade e o enviou para a unidade.

Na UES, criada em 2006, pacientes indicados pelo sistema Judiciário contam com serviços de um psiquiatra - que atende apenas uma vez por semana, durante meio período -, um psicólogo, um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem, informa a Procuradoria. Caso a unidade seja fechada, os jovens podem voltar para a rua ou serem transferidos para estabelecimentos de saúde.

Além da Procuradoria, a ação também é assinada por outras entidades, como o Conectas Direitos Humanos, a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), Instituto de Defesa dos Direitos de Defesa (IDDD) e o Conselho Regional de Psicologia.

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