Polícia Civil/ Divulgação
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MP oferece denúncia contra acusado de estuprar e matar Aline em Alumínio

Suspeito deve responder pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver; jele nega o crime. Jovem foi morta ao sair de casa para comprar fraldas para a filha

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2019 | 14h10

SOROCABA - O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra o homem acusado de estuprar e matar a jovem Aline Silva Dantas, de 19 anos, quando ela saiu de casa para comprar fralda para a filha, em Alumínio, interior de São Paulo. O suspeito, Heronildo Martins de Vasconcelos, de 45 anos, vai responder pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, segundo o Ministério Público. Como ele já tinha antecedente, em caso de condenação, a pena pode ser de mais de 30 anos de prisão. Heronildo nega o crime, mas teve a prisão provisória convertida em preventiva.

Aline desapareceu no dia 8 de setembro, quando se dirigia a uma farmácia em busca de fraldas para a filha de um ano. Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem caminhando pela rua e no interior da farmácia. No caminho de volta para casa, ela desapareceu. As buscas começaram na manhã seguinte, com o uso de cães farejadores. Três dias após o desaparecimento, o corpo foi encontrado e uma área de mata, parcialmente queimado. Além dos traços dela, familiares reconheceram pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

O laudo da perícia apontou morte por asfixia e violência sexual. O suspeito foi preso no dia 2 de outubro, depois que o exame de DNA identificou esperma no corpo da vítima compatível com material colhido dele. Conforme a polícia, depois de matar Aline, o assassino foi a um velório e furtou uma garrafa de álcool gel para queimar o corpo e dificultar a identificação. Heronildo tinha passagem por tentativa de estupro registrada em 2012, em Alumínio.

Ainda segundo a investigação, agressor e vítima não se conheciam. Ele a viu na rua, seguiu seus passos e atacou quando ela cortava caminho por uma trilha na mata. “Foi um crime pontual e de oportunidade”, disse, em entrevista, o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel. O crime chocou a população de Alumínio, cidade de 18 mil habitantes. Quando Aline estava desaparecida, moradores ajudaram a polícia nas buscas. A defesa de Heronilde informou que só vai se manifestar no processo.

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