MP faz operação contra máfia dos bingos em Ribeirão Preto-SP

Segundo investigações, quatro quadrilhas estão envolvidas no esquema

19 Abril 2012 | 11h33

São Paulo, 19 - Cerca de 140 policiais civis estão cumprindo 36 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nas cidades de Sertãozinho, Jardinópolis e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, contra máfia dos bingos na região, segundo informações do Ministério Público de São Paulo. Ainda não foi divulgado o número de presos.

Através de investigação iniciada há cerca de seis meses, ficou comprovado o envolvimento de 36 pessoas com quatro quadrilhas que atuavam em Ribeirão Preto, Batatais, Jardinópolis e Sertãozinho. Todo o esquema, segundo o MP, chegava a faturar R$ 50 mil por semana.

As investigações revelaram, ainda, que as máquinas eram manipuladas para que a porcentagem de ganho dos apostadores fosse aumentada ou diminuída conforme a conveniência da quadrilha. O bando chegou a ameaçar um apostador que ganhou mais do que deveria em dois estabelecimentos pertencentes à mesma quadrilha e foi proibido de voltar a jogar.

A primeira quadrilha, liderada por Antonio Carlos de Moura, Fernando Paulo Pagioro, Marco Antonio Tollentino da Rosa, Atemir Alba Mazaroski e Lucas de Souza Leal Gonçalves explorava casas de bingo voltadas a clientes da alta sociedade. A segunda quadrilha tinha como chefes os irmãos Diego Luiz Gomes e Pedro Paulo Gomes Filho, que abasteciam bares de Ribeirão Preto com máquinas caça-níqueis e também exploravam bingos clandestinos em residências.

A terceira quadrilha dos sócios Ivan Rodrigues Fritz e Antonio Marcos da Cruz Ferreira, abastecia de máquinas caça-níqueis estabelecimentos comerciais em Jardinópolis e montava bingos clandestinos nas cidades de Batatais e Ribeirão Preto. Também passou a agir em Sertãozinho, após Alan Matioli, proprietário de máquinas de jogo naquela cidade, passar a integrar a quadrilha. Lucimara Soares liderava a quarta e última quadrilha, que também montava bingos clandestinos em Ribeirão Preto.

Todos os envolvidos foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e tiveram sua prisão preventiva decretada pela prática de crime de quadrilha e de crimes contra a economia popular. Antonio Carlos de Moura, Atemir Alba Mazaroski, Cristina Paula Ferreira Couto e Antonio Carlos da Cruz Ferreira também foram acusados de utilizarem documentos falsos na locação de imóveis onde instalavam suas casas de jogo clandestino, segundo o MP.

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