MP derruba acordo sobre proibição de sacolinhas em SP

Estabelecimentos devem voltar a distribuir sacolinhas gratuitamente, segundo decisão do Ministério Público

Solange Spigliatti,

20 de junho de 2012 | 11h52

São Paulo, 20 - O acordo que proibia a distribuição de sacolinhas plásticas em estabelecimentos comerciais, como os supermercados, em São Paulo foi suspenso nesta terça-feira, 19, segundo confirmou o Ministério Público de São Paulo.

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu por unanimidade que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que limitava o direito do consumidor em receber gratuitamente as sacolas plásticas, não é válido e com isso os estabelecimentos devem voltar a distribuir as sacolinhas em cumprimento ao Código de Defesa do Consumidor, segundo o MP.

Segundo o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), os estabelecimentos comerciais que deixarem de distribuir as sacolas gratuitamente correm o risco de serem acionados pelos órgãos de defesa do consumidor, mediante denúncia.

Para a Plastivida, "o Conselho Superior do MP entendeu que existe um descompasso muito grande e que o ônus na não distribuição das sacolas plásticas está recaindo apenas sobre os consumidores. Na visão do órgão, essa situação precisa ser revertida o quanto antes", finaliza Jorge Kaimoti Pinto, advogado da Plastivida.

A petição contra a homologação do TAC foi uma ação movida pela Plastivida, pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idecon) e pelo terceiro interessado SOS Consumidor, segundo a Plastivida. Segundo o MP, uma nota sobre a decisão do Conselho deve ser divulgada na tarde desta quarta-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.