MP denuncia sete policiais acusados de receber propina em SP

Sete policiais foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo após supostamente facilitarem o funcionamento de desmanches clandestinos e receberem propina. Eles estariam envolvidos com a máfia dos desmanches na Grande São Paulo. De acordo com a TV Globo, as delegacias onde os policiais trabalhavam aparecem em uma agenda apreendida em um desmanche na cidade de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O esquema foi mostrado no SPTV em 2002. Na época, o dono da agenda contou para um PM que as anotações eram pagamentos de propina. A investigação do Ministério Público revelou que além de Itaquaquecetuba a propina também era paga a policiais da capital. Nos livros de controle dos desmanches aparecem o carimbo e a assinatura de investigadores de São Paulo. Na ocasião, o delegado Édson Soares que chefiava o setor disse que ficou surpreso com a denúncia. "Eu estranho a existência de nomes de policiais da Divecar em um desmanche de Itaquaquecetuba, mesmo porque não pertence a nós essa fiscalização", afirmou. Agora, cinco anos depois o Ministério Público encerrou a investigação. E não tem dúvidas. Para os promotores os desmanches só funcionavam por causa do envolvimento dos policiais de Itaquaquecetuba e da capital. Na denúncia aparece o nome do filho do delegado Édson Soares. De acordo com o Ministério Público, Édson Soares Filho recebeu pagamentos de R$ 3 mil e vários de R$ 1 mil para liberar o funcionamento dos desmanches. Há cinco anos os acusados respondem processo na Corregedoria da Polícia, mas por enquanto trabalham normalmente. A Corregedoria da Polícia Civil informou em nota que ainda não há uma data prevista para a conclusão do inquérito administrativo que pode resultar na expulsão dos policiais denunciados. O delegado Edson Soares e o filho não foram encontrados para comentar o assunto. As informações são do SPTV, da TV Globo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.