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MP denuncia à Justiça policial que matou jovem após perseguição em SP

Em agosto deste ano, Rogério Ferreira da Silva Junior foi morto com um tiro pelas costas durante ação da Polícia Militar no Parque Bristol, na zona sul de São Paulo

Larissa Gaspar, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 22h18

O policial militar Guilherme Tadeu Figueiredo Giacomelli foi denunciado pelo Ministério Público por ter atirado e matado Rogério Ferreira da Silva Junior, de 19 anos, no bairro do Sacomã, em São Paulo. Na ocasião, a polícia afirmou que o jovem estava em uma moto sem placa e não respeitou pedido para parar. Já ferido, o jovem foi revistado pelos agentes e depois encaminhado ao hospital, onde chegou vivo, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com promotor Neudival Mascarenhas Filho, no dia 9 de agosto deste ano a vítima comemorava seu aniversário e saiu com a moto emprestada de um amigo, sem habilitação. “Ele foi perseguido por Giacomelli e pelo também PM Renan Conceição Fernandes Branco. Ainda de acordo com a denúncia, em dado momento, contrariando normas básicas sobre perseguição e abordagem, Giacomelli atirou pelas costas da vítima, que caiu logo em seguida”, diz a nota divulgada pelo Ministério Público.

Responsável pelo disparo, Giacomelli alegou que, durante a perseguição, o estudante teria simulado estar armado. “Os policiais solicitaram apoio alegando que se tratava de acidente trânsito, escondendo o disparo de arma de fogo. Procuraram, assim, inovar artificiosamente o estado de lugar, de coisa ou pessoa, com o intuito de induzir a erro o juiz ou o perito, para produzir efeito em processo penal", reforça o promotor em nota.

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça nos termos propostos pela promotoria, Giacomelli responderá por homicídio qualificado pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O Estadão divulgou o vídeo obtido de uma câmera de segurança mostra a hora que Silva Junior caiu sobre a calçada, após reduzir a velocidade da moto, quando já estava cercado pelos agentes.

Na data da ocorrência, a Secretaria da Segurança Pública informou que os agentes envolvidos tinham sido afastados dos serviços operacionais até o fim das investigações. O secretário de Segurança, general João Campos disse, na oportunidade, "lamentar muito" a morte, mas destacou a "tensão policial numa perseguição". Os agentes, disse Campos, eram "ótimos policiais". 

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