MP decidirá punição de F., de 12 anos, detido pela 10º vez

Pais se comprometeram a apresentá-lo para que se decida o tipo de medida que será aplicada

Rita Cirne, do estadao.com.br,

03 Janeiro 2009 | 13h12

O Ministério Público do Estado de São Paulo deve decidir na próxima semana qual será a punição para o menor F., de 12 anos, que foi detido na madrugada desse sábado, 3, por estar num Verona furtado poucas horas antes por um adolescente. Detido pela décima vez em pouco mais de um ano, o menor foi liberado logo em seguida e entregue aos seus pais.   Veja também:  F., de 12 anos, é detido pela décima vez  F. é 'precoce' e se nega a viver nas condições em que vive  Ele não pode ser penalizado, dizem especialistas   Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a liberação do menor foi necessária já que ele não esteve envolvido em ato de violência. Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que o menor deve ser entregue aos seus responsáveis. Quando a criança infratora não tem responsáveis é encaminhada a uma das unidades da Fundação Casa. No caso de F., seus pais se comprometeram a apresentá-lo no próximo dia útil ao Ministério Público Estadual para que esse decida o tipo de medida sócio-educativa que será aplicada.   Na madrugada deste sábado, 3, ele foi detido pelas ruas da zona sul da capital em um Verona furtado poucas horas antes, acompanhado de R., um adolescente de 17 anos, quando foi pego por policiais militares por volta da 0h30, após uma breve perseguição na Avenida Robert Kennedy, na região da Capela do Socorro. Durante o cerco policial R., que dirigia o carro, perdeu o controle do veículo, que bateu contra a viatura policial.   Da última vez em que F. foi levado para uma delegacia, no dia 16 de dezembro, ele estava em um Santana furtado com outros três adolescentes, de 14, 16 e 17 anos. Os menores foram detidos no Jardim São Bernardo, na região do Grajaú. Na ocasião, F. e o adolescente de 16 anos foram levados algemados à Fundação Casa. Os outros dois jovens, por não terem passagem pela polícia, foram liberados. 

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