MP decide se mantém salário de promotor de SP

Promotor teria matado Diego Mondanez e feriu outro rapaz, em dezembro de 2004. em Bertioga

15 de agosto de 2007 | 10h06

O Ministério Público de São Paulo decide nesta quarta-feira, 15, se mantém a vitaliciedade do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, que atirou e matou na hora Diego Mondanez, e feriu Felipe Siqueira. O promotor alega que eles teriam mexido com sua namorada em dezembro de 2004, em Bertioga.  Amparado por liminar do Tribunal de Justiça, Schoedl voltou ao cargo sem exercer a função (mas recebe o salário). O caso será julgado por 42 procuradores do Órgão Especial do Conselho de Procuradores.  Esse é o último recurso na instância do Ministério Público Qualquer que seja a decisão do Órgão Especial do Colégio de Procuradores eventuais recursos serão apreciados novamente pelo Poder Judiciário (TJ/SP).  O promotor Thales está afastado do cargo, mas recebendo vencimentos (aproximadamente R$ 10.500,00) por decisão judicial (em cumprimento ao que determina a Lei Orgânica do MP - lei 734/93). A reunião do Órgão Especial do Colégio de Procuradores começa às 13h30 (sem previsão de horário para o término). O processo é sigiloso, por isso, o julgamento não pode ser acompanhado nem pela imprensa nem familiares das vítimas ou do acusado. Cronologia 30/12/04 - Crime em Riviera de São Lourenço/Bertioga/acusado promotor de justiça Thales Ferri Schoedl 11/01/05 - MP oferece denuncia por homicídio duplo qualificado (um consumado) contra Thales Ferri Schoedl. A denúncia é oferecida pelo PGJ Rodrigo César Rebello Pinho 16/02/05 - Por 13x11 votos o Órgão Especial do Tribunal de Justiça recebe a denúncia e concede liberdade ao promotor (estava preso desde o final do ano no quartel da PM) 26/04/05 - Por 6x3 votos o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) rejeita a permanência do promotor na carreira 22/06/05 - Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público anula a decisão do CSMP com a justificativa de que o PGJ Rodrigo César Rebello Pinho (que havia oferecido a denúncia) participou da votação 12/07/05 - Votação no CSMP - decisão 6x3 por não-vitaliciamento do promotor 30/08/05 - Por 18x17 votos o Órgão Especial do Colégio de Procuradores exonera o promotor (publicada em 1º/9/05 com perda de salário a partir desta data) 14/09/05 - Órgão Especial do Colégio de Procuradores rejeita recurso em favor do promotor 11/01/06 - Decisão do TJSP reconduz o promotor ao cargo sem direito de exercer suas funções e com direito a receber o salário 17/05/06 - TJ anula a decisão do Órgão Especial do Colégio dos Procuradores e o processo volta para o CSMP. Motivo: mandado de segurança da defesa do promotor Thales por conta da convocação de conselheiro suplente 20/03/07 - Com 5x4 votos o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) decide pelo não-vitaliciamento do promotor, mas não consegue afastá-lo da carreira porque seria necessário maioria absoluta (6 votos). O corregedor-geral do MP Antonio de Pádua Bertone Pereira recorre ao Órgão Especial do Colégio de Procuradores contra a permanência do promotor na carreira

Tudo o que sabemos sobre:
assassinatoBertiogapromotor Thales

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.