MP cobra explicações e solução para a espera

Na mira do Ministério Público Federal (MPF) desde março do ano passado, a morosidade no processo de emissão de passaportes continua sob investigação em São Paulo - à medida que os problemas mudam de configuração, o MPF solicita novos esclarecimentos da Polícia Federal.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

23 Julho 2011 | 00h00

O último foi no começo da semana, quando o procurador da República Jefferson Aparecido Dias mandou um ofício para a Polícia Federal pedindo explicações sobre a espera recorde de três meses para o agendamento. Ainda aguarda uma resposta oficial do órgão.

"Primeiro, era problema no sistema que impedia o agendamento eletrônico. Depois, os horários de atendimento eram insuficientes para a demanda. Agora, três meses de fila de espera na capital", diz o procurador da República.

Dias afirma que é discrepante ter uma espera de meses no atendimento em São Paulo - que tem mais postos de atendimento e mais mão de obra - e conseguir tirar passaporte em uma questão de dias no interior. "É no mínimo contraditório ter de viajar para conseguir um passaporte. Quero saber o que eles pretendem fazer para encurtar essa fila na capital, se vão aumentar o número de postos ou o de funcionários." Questionada pelo Estado sobre novas medidas de melhoria no atendimento, a PF disse em nota que "existem medidas em implementação, cuja divulgação ocorrerá em momento adequado".

Emergência. Em outubro do ano passado, dias depois da pane eletrônica que afetou 12 mil pessoas em todo o País, a PF ampliou os horários de atendimento temporariamente em alguns postos para atender à demanda. Passou a funcionar das 7h às 21h durante a semana na Superintendência Regional na Lapa e das 8h às 13h30 no sábado também no Shopping Light, no centro. "Dava a impressão que, expandindo o horário, o atendimento iria melhorar. Mas não foi suficiente", afirma Dias.

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