MP apura suposto desvio de água para a Coca-Cola em Jundiaí

Empresa responsável pela distribuição na cidade estaria fornecendo água bruta à fábrica, o que descumpre licença de captação

Letícia Guimarães dos Santos, Especial para O Estado

12 Agosto 2014 | 23h07

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Jundiaí está sob investigação do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de Campinas. O motivo é uma denúncia sobre um suposto desvio de água bruta do Rio Atibaia para a fábrica da Coca-Cola na cidade. O problema encontrado pelo Gaema é que a transferência de água bruta a terceiros descumpre a licença de captação do DAE.

O inquérito foi aberto no final de julho e nele consta um documento retirado do site oficial do Instituto Coca-Cola citando que a fábrica de Jundiaí utiliza água bruta captada pelo DAE, recurso retirado do Rio Jundiaí Mirim, que é abastecido pelo Rio Atibaia. A vazão de água seria de 500 litros por segundo.

O departamento esclareceu ao Ministério Público que apenas fornece à fábrica água tratada, a mesma declaração feita pela Coca-Cola.

A investigação deve continuar por causa da contradição entre as versões das partes envolvidas e as informações sobre a planta da fábrica disponível no site. O DAE tem 15 dias, a partir do recebimento da notificação do MP, para apresentar dados solicitados, como qual o tipo de tratamento que a água passa antes de ser disponibilizada à Coca-Cola.

Em nota, a multinacional informa que ainda não recebeu a notificação do Ministério Público, e que o contrato com o DAE está dentro da lei.

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