MP apura se promotor usou arma irregular na morte de motoboy

De acordo com a PM, Pedro Baracat Guimarães Pereira teria usado arma exclusiva das Forças Armadas

07 de janeiro de 2008 | 19h39

O procurador geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, afirmou nesta segunda-feira que o MP vai investigar se o promotor de Justiça Pedro Baracat Guimarães Pereira usou uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas quando matou o motoqueiro Firmino Barbosa, na noite de sábado, 5. De acordo com a versão do promotor, ele reagiu a uma tentativa de assalto na região do Parque do Ibirapuera.   Segundo Pinho, as informações da PM indicam que ele disparou com uma pistola cujo modelo não é autorizado pela Procuradoria Geral de Justiça para o uso de promotores. "É uma arma de 9 mm e está apreendida. É uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas. Nós não vamos antecipar qualquer conclusão. É algo que será examinado pela Procuradoria Geral de Justiça", disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, com base em informações do boletim de ocorrência.   Pinho decidiu ainda remover Pereira do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Cecep).   Embora duas testemunhas ouvidas pela polícia confirmem a versão apresentada pelo promotor, de que o motoboy teria anunciado um assalto e se preparava para puxar uma arma na hora em que Pereira reagiu, um cunhado de Barbosa, que se identificou como Sinésio, disse que o rapaz morto não tinha passagem pela polícia.   Barbosa, que não portava arma, ainda foi socorrido pela Polícia Militar e levado ao Hospital São Paulo, mas morreu no caminho.

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