Enfarta Madalena/Facebook
Enfarta Madalena/Facebook

Agressão a jovem em festa na Vila Madalena será investigada

Destinado a estudantes de escolas de elite, evento teria vendido bebidas aos participantes, muitos deles com menos de 18 anos

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2017 | 19h26
Atualizado 17 Novembro 2017 | 22h00

SÃO PAULO - O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) instaurou inquérito civil para apurar a suposta agressão de seguranças contra um adolescente em uma festa na casa noturna Enfarta Madalena, na Rua Fidalga, zona oeste de São Paulo, no dia 1.º. O evento, chamado de Dejá Vu, tinha como público estudantes de escolas de elite de São Paulo. Até bebida alcoólica teria sido oferecida aos jovens.

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O caso foi revelado pela TV Record, que denunciou o episódio ao MPE. O evento não tinha alvará. De acordo com a reportagem, o organizador da festa, Marcelo Belleza Filho, e um grupo de seguranças teriam retirado da festa e espancado um garoto de 17 anos, que teve o nariz fraturado.

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Segundo a portaria que instaura o inquérito, o evento foi divulgado nas redes sociais com o aviso de que estava “proibida a entrada de menores de 18 anos”. Na mesma página, porém, estava o texto “com o final do ano chegando e cada um prestes a seguir o seu caminho. Nada mais justo que um remember das antigas para fecharmos com chave de ouro”. Para a promotora Luciana Bérgamo, isso indica que o evento seria destinado a alunos do ensino médio, “sabidamente nem todos com 18 anos de idade completos”.

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A promotora destacou ainda que o suposto agressor é conhecido como “organizador de festas destinadas a alunos do ensino médio de escolas tradicionais de São Paulo”. 

O Estado buscou contato com Belleza pelo Facebook, mas não obteve resposta até as 20 horas desta sexta-feira, 17. O Enfarta Madalena informa que só alugou o espaço, mas não tem relação com a organização da festa nem com seguranças. A empresa informou também que prestou os devidos esclarecimentos à polícia. 

 

 

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