Paulo Magri/Secretaria de Comunicação Social de São José do Rio Preto
Paulo Magri/Secretaria de Comunicação Social de São José do Rio Preto

MP abre inquérito para apurar condições de linha férrea em Rio Preto

Medida foi tomada após o descarrilamento de dois vagões com soja obstruir ruas e atingir imóveis na terça-feira; em 2013, acidente provocou 8 mortes

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

30 Março 2017 | 12h39

SOROCABA - O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito nesta quarta-feira, 29, para apurar as condições de segurança e conservação da linha férrea que transpõe a área urbana de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A medida foi tomada depois que dois vagões carregados com soja descarrilaram na cidade, obstruindo ruas e atingindo imóveis desativados, mas sem ferir ninguém, na última terça-feira, 27. Em novembro de 2013, um descarrilamento mais grave causou a morte de oito pessoas. No total, 20 quilômetros de ferrovia passam por 19 bairros urbanos.

O promotor Sérgio Clementino, autor do procedimento, vai fazer uma vistoria para verificar as condições da ferrovia. Ele recebeu denúncia de que muitos parafusos de fixação dos trilhos nos dormentes estão soltos. O representante do MP deve se reunir nesta quinta-feira, 29, com a Defesa Civil para planejar a inspeção.

Descarrilamento. O laudo sobre as causas do descarrilamento ainda não ficou pronto. Inicialmente se informou que as rodas do trem haviam travado. A prefeitura de Rio Preto quer a retirada dos trilhos da área urbana. O prefeito Edinho Araújo (PMDB) formalizou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) proposta de construção de um contorno ferroviário, mas a obra depende de recursos federais.

A empresa Rumo, concessionária da linha férrea, informou que ainda apura as causas do acidente, mas reforçou que a composição, com 82 vagões, estava dentro da velocidade permitida no trecho. Conforme a companhia, desde que assumiu a concessão, em 2015, somente no trecho urbano de Rio Preto foram investidos quase R$ 3 milhões na manutenção da via permanente e R$ 1,5 milhão em passagens de nível e de pedestres. 

Também foram realizadas obras de drenagem, trocados 1,6 mil metros de trilhos e 2,8 mil dormentes, tendo havido redução de 67% no índice de acidentes na região.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.