Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Movimento Passe Livre faz aula pública sobre tarifa em São Paulo

Na sexta-feira, o MPL organiza o primeiro protesto de 2015 contra o aumento da passagem, que subirá para R$ 3,50 a partir desta terça

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2015 | 18h20

SÃO PAULO - O Movimento Passe Livre (MPL), protagonista dos protestos de junho de 2013 contra o aumento da tarifa de ônibus, realiza nesta segunda-feira, 5, uma aula pública para falar sobre o preço da passagem, no Vale do Anhangabaú, centro da capital. Na sexta-feira, o movimento vai fazer o primeiro protesto de 2015 contra a tarifa.

As tarifas de trem e metrô de São Paulo vão aumentar 16,67% a partir desta terça-feira, 6. Com o reajuste, o valor da passagem sobe de R$ 3,00 para R$ 3,50, mesmo acréscimo anunciado para os ônibus da capital paulista. 

Cerca de 350 pessoas, segundo a Polícia Militar, acompanham desde as 18 horas a fala do ex-secretário municipal de Transportes Lúcio Gregori, de 78 anos. Ele cunhou o termo "tarifa zero" para o transporte público quando propôs, em 1990, que as pessoas pudessem se locomover gratuitamente pela cidade de São Paulo. "O transporte público tem um preço absurdamente alto no Brasil. Enquanto na França e na Alemanha o subsídio para as empresas chega a 60%, no Brasil é de apenas 15%", afirmou. "Esse índice é uma vergonha. Dinheiro tem sim e, se não tiver, tem como arranjar", defendeu o ex-secretário. 

Protesto. "Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população", afirma o Movimento Passe Livre no Facebook, ao convocar para o "1° Grande ato contra a tarifa", que ocorrerá na sexta-feira, 9, às 17 horas, em frente ao Teatro Municipal, no centro da capital.

O grupo prega a tarifa zero. "O passe livre estudantil anunciado pela Prefeitura é uma conquista da luta do povo, que foi às ruas em 2013. Mas não é Tarifa Zero! A medida ainda está longe do que é fundamental: enquanto o transporte continuar sendo tratado como mercadoria e enquanto houver tarifa e aumentos, haverá luta da população, se organizando e resistindo em cada canto da cidade", ainda afirma o texto na página do MPL no Facebook.

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