Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Movimento Passe Livre faz ato nesta terça contra aumento na tarifa do transporte

Desde 1º de janeiro, as passagens de ônibus na capital e de metrô subiram de R$ 4,30 para R$ 4,40. Para movimento, qualidade do serviço piorou. Manifestação ocorrerá na frente da Prefeitura

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 05h00
Atualizado 07 de janeiro de 2020 | 16h29

SÃO PAULO - O Movimento Passe Livre (MPL) marcou para esta terça-feira, 7, às 17h, o primeiro protesto do ano contra o aumento na tarifa do transporte público em São Paulo. Desde 1º de janeiro, as passagens de ônibus na capital e de metrô e trens que atendem também a região metropolitana subiram de R$ 4,30 para R$ 4,40, o que o movimento critica. A manifestação terá concentração em frente à sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, centro da cidade. 

“Eles dizem que foi abaixo da inflação, mas se os aumentos seguissem sempre a inflação, hoje a tarifa teria que ser reduzida, não subir ainda mais”, diz o movimento na página que faz a convocação para o ato. Reportagem do Estado de janeiro de 2019 mostrou que a declaração faz sentido, já que historicamente a passagem teve aumentos superiores ao ajuste da inflação. Veja a matéria.

O Passe Livre foi criado em 2005 como um movimento social autônomo que reivindica um transporte público gratuito. As manifestações do grupo ficaram nacionalmente conhecidas em 2013, quando sofreram intensa repressão policial e ganharam adesão de centenas de milhares de pessoas. Os protestos cresceram e passaram a englobar pautas diversas, como o combate à corrupção. 

O MPL cita que o “sufoco no transporte” piorou ao longo do último ano em São Paulo diante de uma suposta redução de frota de ônibus e cortes na integração do vale-transporte. “Bora todo mundo se organizar e lutar. Só assim podemos conquistar nossos direitos e uma vida melhor pra geral”, dizem os organizadores. 

Em nota, a Polícia Militar disse ter sido comunicada da manifestação do Movimento Passe Livre e “desde a semana passada realiza reuniões preparatórias com os organizadores do movimento para  planejamento do policiamento”.  Já o MPL afirma que não se reuniu com a PM. "Há anos a polícia nos pressiona e ameaça para que realizemos tais reuniões, mas nós temos como posição política não comparecer e a mantemos. Simplesmente porque entendemos que negociar a forma como a manifestação acontecerá com a PM, e depender da aprovação desta, seria abrir mão do nosso direito de protestar", diz a nota do Moivimento Passe Livre. 

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado destacou, em nota, que o reajuste de 2,33% está abaixo da inflação. “As novas tarifas foram encaminhadas para os presidentes da Câmara Municipal e para a Assembleia Legislativa e mantêm as atuais gratuidades existentes. Diariamente 8,3 milhões de passageiros são transportados nas 13 linhas disponíveis no Metrô e na CPTM e 8,8 milhões nos ônibus da capital.” 

A Prefeitura de São Paulo, em nota encaminhada à reportagem, destacou que desde o início de 2017 a cidade já recebeu mais de 4.800 ônibus novos, “o que significa a renovação de mais de 34% da frota de aproximadamente 14 mil ônibus”. “Vale ressaltar que cerca de 3,6 mil destes novos veículos foram entregues nos últimos dois anos, durante a gestão Bruno Covas”, acrescentou.

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