Movimento Nossa São Paulo divulga pesquisa de satisfação com população

Tarifas do transporte público teve nota média 3,8; levantamento foi feito baseado nas 223 metas do Programa de Metas de SP, que completa um ano nesta quarta-feira

Solange Spigliatti, da Central de Notícias

30 Março 2010 | 14h28

O Movimento apartidário Nossa São Paulo divulga na tarde desta terça-feira, 30, a publicação "São Paulo em Indicadores e Metas", um trabalho detalhado de pesquisa e de comparação entre indicadores que revelam um diagnóstico da cidade sob quatro diferentes perspectivas.

 

O levantamento foi feito baseado nas 223 metas do Programa de Metas de São Paulo, que completa um ano nesta quarta-feira, 31, e foram apresentadas pela Prefeitura de São Paulo no ano passado, 90 dias após a posse do Prefeito reeleito.

 

As perspectivas adotadas pela pesquisa são a avaliação e expectativas da população, com base nos resultados do Indicadores de Referência de Bem-estar no município (IRBEM); a situação concreta nas 31 subprefeituras (a partir dos indicadores técnicos da cidade); as metas que a sociedade civil considera ideais (apresentada à Prefeitura de São Paulo como sugestão para elaboração do Programa de Metas); e por fim, o conteúdo proposto na Agenda 2012 (Programa de Metas da atual gestão).

 

Entre os itens pesquisados está o tema Trabalho. Foram avaliados a perspectiva de futuro/crescimento/carreira, cuja nota média da população ficou em 6,5. Os indicadores técnicos apontam que a subprefeitura de Parelheiros tem apenas 0,8% do total de vagas ofertadas no município, enquanto a da Sé tem 16,25%, o melhor índice da cidade.

 

Como meta ideal a ser alcançada, o Movimento Nossa São Paulo propôs "incentivar a geração de empregos nas regiões com os menores índices". Na Agenda 2012, há metas relacionadas a este item, como "conceder microcrédito a 21 mil empreendedores" e "um mil novos beneficiários em programas de fomento do desenvolvimento local".

 

Em relação ao Transporte e trânsito na cidade, foi avaliado o item "Tarifas do transporte público", para o qual a população deu nota média 3,8. Neste aspecto o grande problema está justamente na ausência de indicadores e metas - não há nenhum indicador técnico relativo ao item e também inexistem metas da Agenda 2012 que tenham como objetivo melhorar o grau de satisfação dos paulistanos com relação às tarifas do transporte público.

 

A Terceira Idade também foi avaliada. Este é outro tema que também não encontra respaldo nem nos indicadores técnicos nem nas metas da Agenda 2012. De acordo com o IRBEM, a população está insatisfeita com todos os aspectos abordados, como oferta de atividades culturais, assistência à saúde, promoção de cursos e oportunidades de trabalho para o público idoso. A falta total de indicadores nesta área é um dos principais problemas. Na Agenda 2012, há apenas uma meta proposta relativa ao assunto: "15 centros de Atenção Social à População Idosa."

 

Estes são apenas alguns dos mais de 170 exemplos de comparação apresentados na publicação. O objetivo é que o diagnóstico revelado por meio das tabelas comparativas subsidie a formulação de políticas públicas e oriente organizações sociais e empresas a direcionarem seus investimentos a partir das reais necessidades de São Paulo.

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