Movimento no aeroporto deve dobrar até 2014

Estimativa é de que Viracopos receba 14 milhões de pessoas por ano com novo terminal; outra meta é receber voos internacionais

CAMPINAS , O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2012 | 03h06

Os planos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) são explorar o potencial internacional do terminal e transformar Viracopos no maior hub (terminal de conexões) da América Latina, ajudando a desafogar o Aeroporto Internacional de Cumbica. Só com o novo terminal, a capacidade de passageiros subirá de 7 milhões para 14 milhões por ano. No fim da concessão, em 2042, a projeção é de que Viracopos atenderá 80 milhões de pessoas por ano, oito vezes mais do que atualmente, com três pistas de pouso.

Com conceito de cidade aeroportuária, o complexo deverá abrigar um shopping center, um centro de convenções e três hotéis. A primeira etapa da ampliação, que teve a autorização da Cetesb concedida ontem, deve atrair companhias internacionais, que consideram as condições meteorológicas de Viracopos favoráveis e querem aproveitar que a nova pista de pouso e decolagem, que será independente da primeira, diminua o tempo de espera das aeronaves.

No dia 26, representantes de empresas, incluindo American Airlines, Emirates, TAP, Air France, Gol e Trip, estiveram em Viracopos e se reuniram com o diretor presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil, Carlos Abner, para conhecer o projeto de ampliação das concessionárias. Um dos problemas apontados foi a falta de free shop no local. A licitação, no entanto, já está em andamento.

A construção do terminal será feita em uma nova área, que não vai interferir no funcionamento do atual complexo. Ao término do projeto do novo edifício e da nova pista, o terminal atual será desativado pela concessionária. Com aumento da procura por voos locais, o novo terá capacidade quase três vezes acima da exigência do governo federal para a primeira etapa da obra.

No setor de cargas, atualmente o aeroporto movimenta 289 mil toneladas por ano e a projeção da concessionária é de que, em 30 anos, passará a 1 milhão de toneladas/ano.

Aeroporto verde. O projeto seguirá características de uma tendência chamada "aeroporto verde". Isso inclui o aproveitamento da luz do dia, para reduzir o consumo de energia elétrica, além de soluções para o descarte do lixo e a redução do desperdício de água. Com 60 anos de mercado, o projeto é da empresa Naco, que participou de projetos de grandes terminais internacionais, como os de Frankfurt, Moscou, Abu Dabi e Pequim. O projeto prevê ainda a viabilização da conexão com o trem de alta velocidade (TAV) que deverá ligar Rio e São Paulo.

A área comercial deverá ganhar um espaço próprio no novo edifício. Enquanto não sai o novo prédio, as melhorias já começaram no atual. A concessionária Aeroportos Brasil quer revitalizá-lo, buscando mais conforto e segurança para os usuários. Entre as ações previstas ainda está a ampliação das áreas de embarque dos atuais 2.396 m² para 5.814 m².

Puxadinhos. A atual área de embarque ficará conectada ao mezanino e serão instalados módulos operacionais provisórios (MOP) para a colocação de mais esteiras de bagagem, ampliando espaço e capacidade. No embarque, serão construídos banheiros e os atuais passarão por reformas de modernização. Na área externa, já estão em andamento as obras para adoção de uma passarela coberta, com cerca de 600 metros de extensão, entre os bolsões de estacionamento e o terminal de passageiros. Outra intervenção prevista para os bolsões de estacionamento é a instalação de guaritas elevadas de vigilância. / RICARDO BRANDT

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