Movimento nas rodovias continua intenso na volta do feriado

Rodovia dos Imigrantes tem três pontos de lentidão; na Rio-Santos, congestionamento no trevo de Bertioga

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

02 de janeiro de 2008 | 19h51

Com o retorno dos milhares de turistas que invadiram a Baixada Santista para a virada do ano, os problemas ocorridos na região nos últimos dias começam a ser resolvidos. Já o transtorno na "volta para casa" estendeu-se durante toda esta quarta-feira, 2, principalmente para os turistas que passaram o Réveillon nas cidades do litoral Sul. De acordo com a Polícia Rodoviária, o trânsito na rodovia Padre Manuel da Nóbrega diminuiu um pouco durante o dia, mas às 18h15 ainda estava complicado até o KM 288, um pouco antes do pedágio. Durante a manhã o congestionamento começava no KM 320, em Itanhaém, já à tarde a lentidão era a partir de Mongaguá (KM 308). Segundo a Ecovias, concessionária de administra o sistema Anchieta Imigrantes, às 18h, o pior trecho na Padre Manuel era entre os quilômetros 292 e 290. Já na Imigrantes, o tráfego era intenso entre os quilômetros 70 e 65 e 62 e 47 devido ao excesso de veículo, e no final da serra e no planalto, do KM 40 ao 16. Já na rodovia Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera Guarujá) havia lentidão entre os quilômetros 262 e 270.  O sistema operou no esquema 4x6 a partir da 9h30, com a subida sendo feita pelas duas pistas da rodovia dos Imigrantes e a descida pelas duas pistas da via Anchieta. Até às 19h, dos 601 mil veículos que viajaram para o litoral neste feriado de Ano Novo, 530 mil já haviam retornado. Na Rio-Santos, a Polícia Rodoviária informou que trânsito foi intenso durante todo o dia, mas fluiu bem. A exceção foi para a lentidão no trevo de Bertioga, próximo à Riviera de São Lourenço, onde, por causa das lombadas, a velocidade dos veículos diminui. Falta d'água Para os moradores e turistas que permaneceram na Baixada para o verão, a falta de água não deve ser um problema nos próximos dias. Segundo a Sabesp, o sistema começa a se recuperar e a perspectiva é de que os problemas de falta d'água e baixa pressão nas torneiras não se repitam na quinta-feira, 3. A empresa continua trabalhando com a produção máxima, de 9 mil litros por segundo, e o consumo já começa a mostrar pequena queda, com alguns "períodos de descanso", principalmente à noite, quando os reservatórios tentam voltar aos níveis aconselháveis. No entanto, ontem, na Praia Grande, embora em menor número, as reclamações continuaram. Houve queixas dos bairros da Gulhermina, Tupy, Ocián, Tupiry, Solemar e também em Agenor de Campos, em Mongaguá. No Guarujá, a situação já se normalizou na Enseada e a Sabesp registrou ocorrências apenas no Centro. Águas-vivas Com o tempo nublado, pequena queda na temperatura, e grande divulgação na imprensa, o número de vítimas de águas-vivas também se estabilizou. Apenas uma vítima de queimadura causada pelo contato com o animal procurou atendimento médico nesta quarta-feira, 2, na Praia Grande, onde desde o dia 27 foram atendidas 304 pessoas.  Em Mongaguá, cidade campeã em ocorrências na Baixada, com 485 casos, os prontos-socorros não atenderam nenhuma nova vítima na terça-feira, 1. Nas demais cidades da região, os números oficiais (de vítimas que procuraram socorro médico e preencheram fichas) são os seguintes: quatro em Peruíbe, 48 em Itanhaém, 21 em Santos e 12 em Guarujá. Segundo as assessorias de imprensa de São Vicente e Bertioga, não houve casos nas duas cidades. Lixo A virada do ano deixou um grande volume de lixo em vários locais, principalmente nas praias, onde grande parte das pessoas passa a virada do ano para assistir as queimas de fogos.  Em Santos, foram retiradas 124,71 toneladas de detritos na faixa de areia e mais 48,47 toneladas nos calçadões, jardins, praças e avenidas da orla.  Em São Vicente, 150 funcionários, cinco retroescavadeiras e dez caminhões de coleta recolheram 85 toneladas de lixo da orla e do Centro.

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