Movimento gay protesta contra homofobia na Paulista

Cerca de 200 pessoas foram a manifestação, que passou por local de agressões na semana passada

Carolina Marcelino, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2010 | 00h00

Cerca de 200 pessoas se reuniram ontem no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para protestar contra homofobia. "Estamos aqui para chamar a atenção das autoridades. Lutamos por políticas públicas adequadas contra a homofobia", declarou Beto de Jesus, de 48 anos, ativista do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) e um dos organizadores da manifestação junto com mais de 20 associações.

No dia 14, cinco jovens de classe média - quatro menores de idade - foram acusados de atacar três rapazes na avenida. A polícia, no entanto, não diz se a motivação dos ataques foi a intolerância a homossexuais. Eles foram detidos no mesmo dia e liberados um dia depois. A defesa nega que tenha havido homofobia.

O evento, divulgado em redes sociais da internet, contou com público menor do que o esperado pelo produtor Ricardo de Castro, de 25 anos, um dos organizadores. "Esperava mais gente. Se nem os gays derem apoio, quem vai dar?", reclamou Castro.

Sem tumulto e com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar, os participantes andaram do Masp até o local onde o jovens foram agredidos, na frente do número 777.

O ato contou também com a presença de políticos, como o presidente da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, deputado federal Ivan Valente (PSOL), e do deputado federal eleito Jean Wyllys (PSOL).

A aposentada Ana Maria Lopes, de 69 anos, é do Rio e foi à manifestação.

"Esses movimentos contra a violência são importantes", disse. Já a publicitária Marcela Souza Couto, de 21, foi para a Paulista por causa da passeata. "Estamos representando a voz dos meninos que foram agredidos na Paulista", falou Marcela.

Brasília. Em Brasília, um estudante de 20 anos afirma ter sofrido um ataque homofóbico no estacionamento de uma lanchonete, na madrugada de anteontem, na Asa Norte. O carro dele teria sido chutado por três jovens. O estudante afirmou que um dos rapazes se irritou após uma paquera. "Não fui agredido porque não conseguiram me tirar do carro. Mas ficou avariado na porta." Ele estava com uma amiga. A polícia não comentou o caso. Uma testemunha anotou a placa do carro dos agressores, mas até agora o estudante afirma não saber se foram localizados. / COLABOROU MARIÂNGELA GALLUCCI

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